Os Boquetas

Sites que gostamos: Omelete | IMDb | WotC | Herói | Amazon | Barnes & Noble | RPG Shop |

+ Destaques +

Archives

2006
Fevereiro
Janeiro

2005
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro

2004
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho
Junho
Maio
Abril
Março
Fevereiro
Janeiro

2003
Dezembro
Novembro
Outubro
Setembro
Agosto
Julho



Sexta-feira, Abril 28, 2006

Êta povo heróico...

O Brasil realmente é um país que vai para frente. Nosso nível de educação está cada vez melhor. Vejam por si mesmos.

Hino Nacional no programa Ídolos

posted by Wanna Get Outta Here Rit
::

Quarta-feira, Abril 26, 2006

Nomes que Rimam com a Imbecilidade de Quem os Inventou - Arizel da Silva Farizel

É para rimar mesmo?

Bom, rima é com os outros boquetas. Eu só registro os nomes estranhos...

posted by Running in the River of Rarities Rit
::

Terça-feira, Abril 25, 2006

Nomes com Completa Falta de Criatividade - Arivaldina

Sem dúvida o ser que pensou neste nome queria um filho, não uma filha. E queria chamar o putinho de Arivaldo ou Valdir.

Em momento de pura cólera, pensou consigo mesmo: "Já que Deus-todo-poderoso quis me dar uma menina, então ela vai ter os dois nomes... Arivaldina, você vai carregar os nomes dos meninos que sempre quis ter..."

Só consigo sentir pena da menina...

posted by Mixed and Twisted Rit
::

Sábado, Abril 22, 2006

Pobres Economias - VI
Quem confia em quem eu confio?


É um mundo de aparências, e faz tempo. Desde muito um dos maiores ativos de alguém, pessoa física ou jurídica - embora intangível - é a confiança, e para lembrá-lo disso, deixaria com você um fio do meu bigode como certeza que o compromisso seria honrado.

Fio de bigode, contrato assinado ou compromisso público nada valem se a confiança é traída ou se a desconfiança aumenta. Bancos e Financeiras que quebram nos lembram disso constantemente: se todo mundo acha que ficou perigoso manter seu dinheiro naquela instituição - a desconfiança - corre todo mundo para tirar seus ativos. E não há ativo que aguente, ainda mais neste tipo de negócio onde sempre há mais crédito que numerário.

Mesmo situações ruins podem se sustentar em busca de um eventual equilíbrio futuro, se a confiança do mercado der esse apoio. Há muitos balanços por aí que mostram empresas quebradas ou com alto endividamento - este último caso de várias telecoms - mas que têm a confiança do público e, com isso, o "aval" para seguir em frente.

A desconfiança pública parece uma reação em cadeia, ao ganhar massa crítica só piora uma situação ruim até não ser possível evitar uma nova Chernobyl. Quando é possível fazer alguma coisa, por algum motivo alertas são ignorados. Até a própria opinião pública dar seus sinais de que não acredita mais em salvação, como acontece com um caso recente no nosso mercado.

Não foi a primeira, nem será a última. Confia no que eu digo? Ou vai precisar do fio do bigode?

Posted by I Grow a Moustache Just for Business Moska
::

Sexta-feira, Abril 21, 2006

Música de bêbado

Não achei que era pra isso. Talvez não nesta versão, do Thin Lizzy, regravada meio tom mais grave e mais rápida pelo Metallica:

As I was goin' over the Cork and Kerry mountains
I saw Captain Farrell and his money he was countin'
I first produced my pistol and then produced my rapier
I said stand and deliver or the devil he may take ya

(Chorus)
Musha ring dum a doo dum a da
Wait for my daddy-o
Wait for my daddy-o
There's whiskey in the jar-o

I took all of his money and it was a pretty penny
I took all of his money and I brought it home to Molly
She swore that she'd love me, never would she leave me
But the devil take that woman for you know she tricked me easy

(chorus)

Being drunk and weary I went to Molly's chamber
Takin' my Molly with me and I never knew the danger
For about six or maybe seven in walked Captain Farrell
I jumped up, fired off my pistols and I shot him with both barrels

Now some men like the fishin' and some men like the fowlin'
And some men like ta hear a cannon ball a roarin'
Me I like sleepin' specially in my Molly's chamber
But here I am in prison, here I am with a ball and chain yeah

(chrous)

Mas no último dia de São Patrício, já com umas e outras na cabeça, ouvi outra versão totalmente diferente, em ritmo, melodia e letra. Fui procurar e descobri que alguns classificam essa música como Irish Drinking Music(!!!). Com algumas variações entre elas, tem uma versão do Pogues and Dubliners e outra do Clancy Brothers:

As I was a goin' over the far famed Kerry mountains
I met with captain Farrell and his money he was counting
I first produced me pistol and I then produced me rapier
Saying Stand and deliver for he were a bold deceiver

Chorus:
Mush-a ring dum-a do dum-a da
Wack fall the daddy-o, wack fall the daddy-o
There's whiskey in the jar

I counted out his money and it made a pretty penny
I put it in me pocket and I took it home to Jenny
She sighed and she swore that she never would deceive me
But the devil take the women for they never can be easy

(Chorus)

I went up to my chamber, all for to take a slumber
I dreamt of gold and jewels and for sure 't was no wonder
But Jenny blew me charges and she filled them up with water
Then sent for captain Farrell to be ready for the slaughter

(Chorus)

't was early in the morning, just before I rose to travel
Up comes a band of footmen and likewise captain Farrell
I first produced me pistol for she stole away me rapier
I couldn't shoot the water, so a prisoner I was taken

(Chorus)

If anyone can aid me 't is my brother in the army
If I can find his station in Cork or in Killarney
And if he'll go with me, we'll go rovin' through Killkenny
And I'm sure he'll treat me better than my own a-sporting Jenny

(Chorus)

Now there's some take delight in the carriages a rolling
and others take delight in the hurling and the bowling
but I take delight in the juice of the barley
and courting pretty fair maids in the morning bright and early

(Chorus)


Posted by Beer In The Jar Moska
Tag 1: Tags são como whisky na jarra: os sinais são a jarra e a letra o conteúdo.
Tag 2: A volta triunfal das tags de parágrafo!!!

::

Quinta-feira, Abril 20, 2006

Janelas

Deveras

Acendeu um fósforo que pensou no bolso.

As paredes irregulares tremiam ante a pífia luzinha que insistia em brilhar.

Viu os hachurados dizeres e desistiu de procurar. A Coroa ficaria sem sua jóia.

A pedra então lhe explicou o desiderato daquele enclave tão distante, como um posto avançado, já em território inimigo. Disse que se não houvesse luta os ossos dos captores ainda estariam ao chão.

Resolveu que valia a pena lutar pelos ossos. Símbolos de uma existência pérfida e sem conclusão, mas ainda sim uma reverência aos valores de uma sociedade prestimosa.

Desceu pela caverna, temendo.

O golpe poderia vir de qualquer lado.

Veio de cima.

Mordeu a mão esquerda, a mais forte, com uma bocada precisa e indômita. Trouxe a cabeça para cima, balançando a vítima, tentando dificultar o trabalho da mão direita que o açoitava na cabeça.

Por longos segundos a batalha transcorreu. Num arroubo de lucidez, seu joelho esquerdo golpeou-o na boca do estômago, fazendo- expelir todo ar de seus pulmões, liberando a lacerada mão da mordedura.

Aparentando ter recedido, deixou-se deitado por alguns instantes.

Lembrou de todo o caminho que fizera até aqui, da penúria e do ódio.
E Marlene, Severo e Otacílio.

Vieram abraçá-lo e curar suas feridas com lambidas generosas. Sentiu-se vivo, renovado e enfim pôde travar um digno debate com tais magistrais interlocutores. Falaram de arroxo salarial e de medidas fiscais compensatórias. De Sartre, Brecheret, Nieztche, Dalí e Borjoulais Noveau. Trafegaram por Trafalgar Square e o bravo Almirante Nelson os saudou. Visitaram os etruscos e deles obtiveram a receita de como germinar um grande império.

Soube então que Marlene tinha hemorróidas e por ela chorou. Quedava uma grande personalidade do clube, mas seguiriam inexoravelmente.

Comeu aquelas pastilhas fétidas e sorveu aquele gole de humildade.

Trocaram-lhe os fundilhos e sentiu um grande afago.

Olá Morfeu.

-------------------------------

Falou !

Rods

::

Nomes que Fazem Espirrar - Aprígio

Saúde!

posted by Handkerchief Rit
::

Quarta-feira, Abril 19, 2006

Nomes que Derretem o Pouco que lhe Resta de Cérebro - Andrelino

Hunf...

posted by Let Me Out Rit
::

Terça-feira, Abril 18, 2006

Nomes Oriundos de Mentes Doentias - Alifelice

Além de estar com preguiça de comentar, este nome é imbecil demais para levar em consideração. Pior que isto seria se o nome da pessoa fosse Alisfeliz. Dá quase no mesmo...

posted by Sad, Very Sad Rit
::

Sábado, Abril 15, 2006

Uma Vida em Meu Dia


Junto aos colegas que havia conhecido naquele dia, cruzou a velha estrada e o terreno do Pastor.

Sentaram e ficaram sob a amoreira, mas um brilho chamou sua atenção. Foi até a beira do morro e de lá correu atravessando a campina.

Anoitecia, os olhos doeram ao vislumbrar aquele maravilhoso engenho. Luzes e luzinhas, muitas cores, bailando ali, em sua vida.

Fulgorosamente antecipativo e delicioso, sentiu aquele enxame de abelhas em seu estômago. A cada volta que presenciava contava outro e mais outro detalhe que compunha aquela visão salomônica. Segundos que embalavam, subindo e descendo, criaturinhas que nunca souberam de uma vida capaz de ensejar tamanha alegria.

Um palco canopiado, habitado por cavalos, carruagens, e velhos calhambeques de faz-de-conta.

Parado. Aguardando.

Subiu e quase não cabia em si.

Onde ?

Qual ?

Escolheu um belo pônei branco, cheio de estrelas e pedras cintilantes. Galgou e se aboletou sobre o bicho, só então se dando tempo para olhar ao redor. Outros se posicionaram adjacentes e deles fez seus companheiros de jornada. Um parecia diferente, rico talvez. De aparência frágil e insegura. Havia uma menina também, molecota.

Reparou num gordinho que escolhera o touro roxo bem atrás de seu pônei. Estava inquieto. Mal arrumado em cima do bovino, olhava por sobre os ombros, parecendo procurar alguém na fila que adentrava o tablado. Um baixinho do lado dele, ainda de pé, parecia reservar o cão de chapéu de cowboy. Falava muito e rápido, com o gordo, e parecia muito aborrecido. Um feioso não queria entrar, gritava por sua mãe dizendo que o rodopio o faria sair voando. Outro, ruivo-sardento, tentava arrumar a roda quebrada da carroça.

Que desperdício !

Uma felicidade como essa debaixo do nariz faz nada mais importar.

Do lado de fora uma voz reconheceu. Eram seus colegas de um dia maravilhoso. Cachoeira, lama, bola e pipas. Brincou com o cão deles e comeu o bolo que a mãe da menina bonita lhe ofereceu.

Faziam sinais, chamavam-no para fora. Ouviu um dizer qualquer coisa sobre como ele soubera do carrossel e por que não avisara ninguém. A menina bonita parecia triste e apontava o moço dos controles, que já impedia outros de entrarem.

Então a MÚSICA começou e nada, absolutamente nada, importava.

O girar hipnótico e o ritmo caleidoscópico tiraram o pequeno de si.

Como se subisse aos céus em uma bolha de sabão, extasiou .

Viu seus colegas sumirem lentamente. Seus companheiros de viagem trocavam a cada partida, mas no Carrossel sua vida se pagava. Pensava em nada, queria nada. Comos e porquês nada significavam, os chamados e avisos nada diziam. Nada ouvia e a tudo silenciava. O passado não existia e o futuro na próxima volta jazia. Se ao seu lado João ou Maria, tanto fazia. Queria só apenas mais uma volta.

Uma volta no Carrossel.


------------------------------------------------

Falou !

Rods
::

Sexta-feira, Abril 14, 2006

Nomes Toscos e Idiotas que Vêm no Tapete Voador - Aladin

Preciso comentar?

posted by Genius in the Bottle Rit
::

Terça-feira, Abril 11, 2006

Janelas

Uma Mão Muito Pequena

Estranho era o toque, em si, não mais do que era prazeroso.

Eclodia em hum-hum-hums a cada volta em valsa que, em pele, enternecia.

Afirmativamente negavam, mutuamente, e riam-se de si mesmos enquanto teciam lúdicas visões de uma mentira real. Ir e vir de vozes alentantes, num rio de sôfregos amantes, a luz do óbvio e ululante.

Então anoiteceu e o querer se foi.

Uma ducha quente e bebida gelada em meio as almofadas era tudo que restara.

Cheirou e esqueceu quem era, não mais estava lá.

Acordou então.

Estava longe, assombrado pelo dias que se tornaram noites insônes.

Cada dia que vendera tornou-se uma paga não liquidada.

Penhorado, viajou.

Atravessou mares e prédios, purgando, sem que o sentido de tudo ficasse claro. Telefonou para ontem e soube que em ninguém restou-se. Nem querer nem saber.

Com trocados conseguidos de memória passageou para o norte, fosse onde fosse, querendo achar que não sendo quisto também não quereria, se pudesse e era, não mais o que será, se de tudo se abrigar.

Estabeleceu em retiro de si e procurou uma pêssega que não lhe custasse, dolo ou ainda culpa.

Anos e anos deixou de vender e um belo retrato conseguiu montar.

Gerações hoje em dia contemplam a imagem, num belo porta-retrato.

Em cima do piano.


------------------------------------

Falou !

Rods
::

Segunda-feira, Abril 10, 2006

Nomes Oriundos do universo D&D - Aklaia

E não é? Um nome nome tão estranho só pode vir de algum pai ou mãe louco por RPG.

posted by DMG Rit
::

Domingo, Abril 09, 2006

Pobres Economias - V
Preço do Progresso




Por que progredir? De uma certa forma, sem isso ainda estaríamos esperando o jornal de amanhã para saber o resultado do jogo de hoje.

Parece inexorável, como a teoria de expansionismo do universo pós big bang, crescimento e expansão são coisas naturais. Sempre para o alto e avante, adicionando valor a algo existente ou criando algo novo, mantendo o ciclo econômico de produção e consumo aquecido e servindo de base para uma nova inovação logo ali na frente.

E sempre há os que são a favor. E os que são contra. E aqueles simplesmentente arrastados pela correnteza, usando ou não as novas tecnologias mas inegavelmente afetados por elas, já que elas afetam nossa maneira de entender e interagir com esse mundo.

E como as revoluções tecnológicas acontecem várias vezes mais rápido que as sociológicas, as sociedades se dividem - sempre alguém na crista da onda, uma minoria perseguindo de perto, e a maioria olhando sem entender muita coisa. Sendo contra ou a favor, ou muito pelo contrário.

Alguns ajustes vão se fazendo para incorporar aquele conhecimento da geração passada e no fim somos criaturas cada vez mais diferentes daquelas que nos antecedem, como se Homo Sapiens estivesse já na Versão 5 mil.

P.S.: Não era a teoria de expansionismo do universo que comprovava o aumento da entropia?

Posted by Going Fast Understanding Nothing Moska
::

Sexta-feira, Abril 07, 2006

CÚRINTIANO

Muito bem, em homenagem ao texto do Rodolfo, que expressando suas emoções, redigiu um excelente relato do realmente incrível jogo do Corinthians, coloco aqui uma rima, demonstrando todo o apreço que tenho pelo mesmo. Entenda-se Rodolfo, não pelo seu Corinthians.






Francisley era um cara metido e corintiano.
Era agressivo, maloqueiro e chamava os outros de mano!
Um dia, sem mais nem menos, ficou irritado
Ao invés de mano, chamava todo mundo de viado...

Cheio de marra, forte e avantajado
Quando brigava, deixava um aleijado
Em final feliz isso não acabaria!
Tropeçou, caiu, morreu sozinho, que tremenda ironia...


posted by Geta
::

Meninos, Eu vi.

E chorei.

Há anos não chorava. Com lágrimas.

Difícil para uma pessoa como sou ver-se chorando por um jogo de futebol.

Chorei pela última vez por um jogo em 5 de julho de 82. Tinha eu oito anos e a melhor seleção brasileira que vi jogar perdeu a vaga nas semi-finais para um tosco time italiano. Oscar, Falcão, Cerezo, Zico e Sócrates perderam para Paolo Rossi. Foi minha primeira copa e a primeira grande frustração.

Desde então nenhuma partida me calou fundo, como hoje.

Desacreditado, mal administrado e sem um técnico conhecido o Corinthians viajou até uma cidade-satélite de Santiago do Chile para enfrentar um time bem montado e estruturado. O valente adversário joga com a mesma formação desde fins de 2004, algo muito raro no futebol sul-americano atual. Tem como destaques três argentinos : o goleiro de nome impronunciável, um meia ofensivo à lá Messi chamado Dario Conca e um centro-avante trombador cheio de malícia chamado Jorge Quinteros. Este me lembra muito Serginho Chulapa em sua melhor fase.

No jogo em São Paulo houvera empate em 2 x 2, sendo que o time chileno esteve por duas vezes atrás no placar, conseguindo o empate com dois gols do Quinteros.

A partida de hoje, muito aguardada por ser chave para a classificação para a segunda-fase e devido aos problemas de bastidores do time, tinha tudo para dar merda.

Quando começou a batalha o que se viu foi um Corinthians muito bravo, valente. Aos dois minutos o infernal-demônio-dos-quintos-do-inferno-infernizante-mesmo chamado Carlitos Tevez, argentino, quase marcou, numa bola cara-a-cara com o goleiro-de-nome-indizível.

Me animei. Começo promissor.

Logo em seguida, num escanteio, o Quinteros cabeção (ele é tão enxerido na área que a cabeça dele parece ter 2 metros) segura o zagueiro pela camisa, tromba no goleiro e espalma a bola para dentro do gol. Com meio time corintiano parado pedindo falta, o juiz valida o gol.

Foda. Ia ser outro sofrimento do cão.

O que se viu dali até o fim do primeiro tempo foi um time sóbrio (uns cinco minutos de nervosismo após o gol, apenas), tocando a bola atrás e armando o bote. Num lançamento perfeito do Lobo-Leão-Gigante-de-Duas-Cabeças Marcelo Mattos, Tevez marca um gol de muita classe.







Minutos depois ele de novo, Tevez, dribla a defesa chilena e entrega o gol aberto para el pibe d'ouro Nilmar marcar.







Virada.

Tevez. o animal.

O argentino.







Contudo, menos de dois minutos depois, o Universidad Catolica empata. Cobrança de falta que desviou na barreira e matou o goleiro.

Ô time encardido sêu !

No segundo tempo tudo aconteceu.

Dois jogadores do Corinthians expulsos em lances quase iguais. No primeiro, o inseguro Wendell segurou e acotovelou o chileno na quase-ponta-direita. O bandeira dedou e o juiz expulsou. Corretamente, creio.

Antes que a outra expulsão ocorresse e já sofrendo grande pressão, o Timão fez o terceiro.

Arrancada de Carlos "Firula" Alberto. Tabela magistral com Nilmar e o pibe toca sutilmente encobrindo na saída do goleiro.

Lindo.

Lindo. Lindo.

Tudo parecia rumar para uma goleada, pois o time estava bem melhor que o adversário.

Aí, no mesmo lugar que o Wendell cotovelou o chileno, o mesmo chileno cotovela o Marcelo Mattos. O juiz e o bandeira fingem que nada houve e Gustavo Nery, infantilmente, acaba expulso por reclamação.

Faltava MEIA-HORA de jogo.

Pensei :

Perdêu.

Mas a história foi outra. Foi uma história de futebol, a eterna "caixinha-de-surpresas".

O Curíntia segurou 7 jogadores mais o goleiro (que é chileno !) na defesa. O outro, Tevez, sozinho no ataque, mantinha uma patrulha de 3 (!) zagueiros adversários em sua cola, de forma que o confronto estava quase que numericamente nivelado. E mesmo com três nêgos fungando em seu cangote Tevez, num lance fenomenal, driblou-os todos de uma vez só !

Raça, coração e um tantinho de sorte mantiveram a meta corintiana inconspurcada até o fim do jogo.

Tanto suspense me venceu.

Chorei uns 2 minutos.

E entendi !

Tempos atrás o Rickey, perplexo e bravo (estava preso num trânsito infernal no entorno do estádio do Palmeiras numa noite de jogo importante), me perguntou o que leva aquelas pessoas a agir dessa maneira por um jogo de futebol.

Naquela hora não soube concatenar uma resposta adequada, apenas óbvia.

Hoje eu entendi.

Nós, humanos-macaquitos-engrenagens, temos um monte de desejos não atendidos. Queremos e oramos (alguns) por uma série de "graças", que para a imensa maioria nunca chegam.

O ardor futebolístico é uma forma de conseguir uma "graça", ainda que imaterial e que pouco influencie na vida prática.

É um orgasmo, um jorro de endorfina que anestesia da vida e faz as frustrações e desilusões parecerem menos cruéis.

"Parecerem".

Não quero trabalhar, não quero ver gente, não quero vestir roupa de trabalho, não quero, não quero e não quero.

Mas tenho que.

Contudo, queria que o Curíntia ganhasse e ele ganhou !

Eu, por alguns minutos ou horas até, em êxtase, abstraio disso e sinto-me vivo.

Mesmo sabendo que amanhã quem perdêu serei eu.





Quem diria ? Eu me rendendo a argentino ...


Falou !

Rods
::

Quinta-feira, Abril 06, 2006

Nomes Tão Engraçados que Só Podem Ser Coisa de Joker - Adão Bellão

Este não tem jeito. Imagine-se chamando uma pessoa por este nome:

"Senhor Adão Bellão, boa tarde. Em que posso lhe ser útil?"

Alguém aí acha que dá para segurar a risada? Não dá...

Minha sorte é que não fui eu quem atendeu o cara. Hiena que sou, foi muito engraçado ver a atendente, algumas posição à minha esquerda, segurar o riso enquanto falava com o puto.

posted by My Name is Joker Rit
::

Quarta-feira, Abril 05, 2006

Janelas

Vendo Beijo

Naquele comercial, estranho, me perco.

Perco minhas defesas, reservas, escrutínios e conceitos.

Meus valores se curvam.

Um breve sorriso seguido de um arquear daquelas covinhas que surgem entre os lados do nariz e as bochechas. Um sorriso de complacência, cumplicidade, com um quê de "é isso mesmo".

Perfeito. Aconchegante. Encantador.

Inundado de ternura, analiso e questiono.

Moça bonita faz cocô ?

Peida ?

Fala de pau e troca o absorvente em banheiro público ?

Quer ? É ? Gosta ?

A imagem vinculada que tenho da pureza iconográfica não comporta uma personalidade. A bela moça que me enternece não faz, crê, valoriza, saboreia, repudia ou mesmo deseja. Ela apenas contempla, se diverte e admira de quem seduz.

A estética da ternura exclui o prazer e dele se faz refém. A bela e pura não come nem se refastela, não tem orgasmo gastronômico.

Não engulo mulher que não tem gula.

Aquela fábula onde tudo é medido para inspirar ternura e carinho não abre espaço para humanidade.

Sou vulnerável a detalhes idiossincráticos.

Um jeitinho, gesto, tique, detalhe.

Qualquer coisa assim, sem mais nem menos, aqui ou acolá, me cativa.

Mas questiono.

E o manto desmonta.

Se qualquer admiração superar o impávido cotidiano, não perseverará.

Pois, humanos que somos, demandamos ilusão e fantasia.

Ou delas nos vacinamos.

Falou !

Rods
::

Terça-feira, Abril 04, 2006

Ritmo de Festa

Todo o escritório poderia ser definido em uma palavra : barato.

Canetas-brinde, calendários promocionais e agendas de cortesia por todo lado.

Jornal de ontem, resgatado do lixo do vizinho.

Cadeiras e móveis baratos, copo e café também.

Até a água era barata.

E podia até ter barata ...

Na pasta, mini-fitas cassete e um pen drive.

Fita 2

Quarta-Feira, meio-dia e vinte e oito.

(aham ... teste 1,2,3)

Boa tarde.

Bôa ! Vai o do dia ?

Com maionese e fritas, por favor.

Deraldo, PF na rússia com fritas ! Com tudo que tem direito !

Sem quiabo, por favor.

Deraldo ! Tira o quiabo !

O Pata-de-Cachorro não trabalha hoje ?

Vixe, o Pata tá lá trás ... Descarregando a kombi.

Ah.

Qué falá com ele ? Já-já ele vem ...

Seguem vinte e cinco minutos de mastigação

Opa, e aê dotôr Wagner, tudo certo mano ?

Caro Pata-de-Cachorro, você é corintiano não ?

Católico Apostólico Curintiano !

Humm.

Vai dizê que o dotôr é bambi ?

Não.

Porco ?

Tomei banho no sábado.

Não não dotô, quis dizê no mau sentido ... São-paulino, parmerense ...

Não, não é isso. Preciso encontrar alguém que conheça um membro da Gaviões da Fiel, filho de uma cliente minha, que está desaparecido. Você sabe indicar algum contato ?

Xii mano, difíce hein ... Ó só, cê pode tentá um chegado meu que é da diretoria da Gaviões ... Ele ajuda a organizá os busão da torcida e essas parada aê.

É um começo.

É mano. Seguinte, vai lá na quadra da Gaviões lá prumas seis hora. Tem jogo no Pacaembú hoje de noite, ele deve tá lá ajudano a carregá os carro com a bateria.

Chupeta ?

Mas hein ? Tá me estranhando mano ? Chupeta ??

É, carregar a bateria dos carros. Chupeta, não é ?

Não mano, bateria de batuque ! Cuíca, pandêro, reco-reco, surdo ...

Hã ? Surdo ? Acho que não ... O que disse mesmo ?

Desencana dotôr ... Vai lá na quadra e procura o Cabinão.

Obrigado. Dois reais tá bom ?

Pô mano, melhora essa aê ! Tâmo sempre na fita manô !

Cinco então.

-----------------------------------------------------

Falou !

Rods
::

Nomes Esquisitos que Dóem Só de Ouvir - Açuelo

Atendendo a pedidos (e depois de meses) volto a postar os nomes estranhos que colhi durante 3 anos de atendimento nacional à uma operação de telemarketing receptivo.

Como é o caso desta infeliz... Como é que a desgraçada consegue andar na rua sem ser motivo de chacota para qualquer um que a conheça?

posted by Middle Name Rit
::

Domingo, Abril 02, 2006

Gripe

Maldito seja vírus oportunista.



Viagem nem um pouco insólita

Posted by Influenza Influence Moska
Transmissão de vírus pode ocorrer por Tags?

::

+ Blogs Amigos +

+ Bloguetas +

+ Putaria +

+ Tá buneco +
Sugestões boquetíssimas para vocês, seus miseráveis:

Filmes
Brokeback Mountain (2005)

Músicas
~ The Understanding (2005) ~
Royksopp

~ Goodbye Lenin (2003) ~
Yann Tiersen

Jogos
Battlefield 2
Bloodbowl

maystar designsSeja um Boqueta você também maystar designs