Quarta-feira, Agosto 31, 2005
He's Alive, Jim
Quem, ou o que quer que fosse aquilo saiu logo em seguida. Ele se levantou e fechou de novo a porta, e tentou acordar o velho.
Que estava gelado. Tinha se transformado em uma pedra, totalmente congelado.
Exausto e confuso demais para se amedrontar (mais), acabou dormindo de novo.
No dia seguinte, grupos de busca que deram pela falta deles acabaram encontrando-os na cabana. O velho lenhador, morto e congelado. O jovem aprendiz, em situação grave mas ainda vivo.
Ele demorou um pouco para se recuperar dos danos causados pelo frio intenso. Mas logo em seguida voltou a trabalhar, ocupando o lugar deixado pelo lenhador.
Algum tempo depois, voltando da floresta, encontrou uma moça andando na estrada. Resolveu puxar papo, e logo estavam conversando. Ela iria a Edo para procurar emprego como serviçal. Ele ofereceu a casa onde ele e mãe moravam como refúgio para a noite, afinal parecia que uma tempestade de neve iria cair em breve.
Posted by Halfway from Edo Moska
O shogun ordenou que nenhuma Tag de Parágrafo deve permanecer em Edo.
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Nomes Estranhos - Gilenilma
Fala sério... Que bosta, né?
posted by Name Collector Rit
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Terça-feira, Agosto 30, 2005
Terror na Noite
O jovem acordou de sopetão. A porta estava aberta, e o vento trazia o frio e o gelo para dentro da pequena cabana.
Ele se virou para ver se seu mestre tinha percebido também. Mas havia algo estranho, muito estranho na escuridão. E quando se deu conta do que estava vendo, o horror tomou conta de seu ser.
Flutuando sobre o velho lenhador, uma mulher muito branca, seu quimono impecavelmente branco e seus longos cabelos negros esvoaçantes com o vento frio que entrava pela porta aberta. Com o rosto muito próximo do rosto do velho ela soprou uma névoa branca.
O jovem aprendiz quis gritar, gemer, balbuciar qualquer coisa - mas não conseguia produzir nenhum som. Quis se levantar, sair correndo - mas não conseguia se mexer.
Então ela graciosamente flutuou por sobre o rapaz. Ele notou o quanto era bela. Assustadoramente bela. E depois de alguns momentos ela lhe disse: "hoje você será poupado. Mas nunca diga a ninguém sobre o que viu hoje. Ninguém, absolutamente ninguém. Ou as conseqüências podem ser terríveis para você."
Posted by Terror Through the Night Moska
As Tags de Parágrafo ficaram com medo e se mandaram.
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Segunda-feira, Agosto 29, 2005
Nomes Estranhos - Valdivinia
Ai divina luz, acuda-nos !!!
posted by Name Collector Rit
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E o Vento Levou
uma manhã para deixar New Orleans semi-devastada. Coitados dos habitantes, agora vão ouvir sinfonias aquáticas. Bourbon Street vai inaugurar novas modalidades musicais: Flood Blues, Storm Blues, Hurricane Blues e City Dome Torn Apart Blues.
Quanta maldade. Como a temporada de tempestades é no hemisfério norte inteiro, não poderia deixar de acontecer na Terra do Sol Nascente. De onde veio uma notícia intrigante, enviada por um conhecido: "homem morre ao cair do telhado na passagem de uma tempestade". Realmente esse povo é alienígena, o que fazia um sujeito no telhado durante um tufão?
Como assinalado no e-mail que trazia a notícia, claro que a intenção de me mandar a mensagem era de tirar sarro. Afinal quem mais passou a noite em obra de edifício segurando tapumes para não voar com o vento? Durante um tufão...!
Posted by The Spiralling Winds Moska
E o Vento Levou as Tags de Parágrafo para longe daqui.
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Sexta-feira, Agosto 26, 2005
A Mulher das Neves
Em uma vila nas montanhas, numa província próximo a Edo (Tóquio), viviam um lenhador e seu aprendiz. Um com idade demais e outro ainda muito jovem, e apesar disso andavam uma distância razoável até a floresta de onde tiravam seu sustento.
Em uma dia muito frio de inverno, ambos se preparavam para voltar para a vila quando uma tempestade de neve começou repentinamente. Sem enxergar o caminho eles poderiam se perder, e mesmo achando a trilha certa a força da nevasca poderia matá-los de frio.
A solução por ora era se abrigar na cabana onde guardavam as suas coisas. Era pequena e desconfortável e não tinha nem janelas nem aquecimento, mas pelo menos o vento e a neve ficariam do lado de fora.
Deitaram e se enrolaram nos quimonos, sobretudos e no que mais puderam usar como cobertor. O lenhador logo dormiu, mas o jovem aprendiz estava preocupado demais ouvindo o ruído fantasmagórico do vento e o bater da neve nas paredes da cabana.
Mas logo a névoa do sono se formou em seus olhos e trouxe a escuridão da floresta para sua mente.
Posted by I'll Be Back Moska
As Tags de parágrafo foram soterradas na nevasca?
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Quarta-feira, Agosto 24, 2005
Patrick Lafcadio Hearn
Esse sujeito rodou o mundo na segunda metade do século XIX. Se sua biografia no Wikipedia estiver correta, é filho de um irlandês e uma grega, nasceu na Grécia, morou na Irlanda, nos EUA e no Japão onde morreu no começo do século XX.
No último endereço adotou um nome da terra e o sobrenome da esposa: Yakumo Koizumi. Na ultramachista sociedade japonesa Setsu Koizumi deve ter sido a única mulher da história a casar e manter o sobrenome (a propósito, Koizumi também é o sobrenome do primeiro-ministro atual).
Começou a se interessar pelas histórias contadas pelo folclore local e como profissional de letras compilou algumas delas em um livro, um dos primeiros sobre o tema a alcançar o ocidente: Kaidan. Virou até um filme como mencionamos aqui.
E da compilação do Kaidan - uma história em si - o melhor conto é o "Hôiti sem-orelhas". Melhor mas não o único.
Em breve vocês vão conhecer "A Mulher das Neves".
Posted by Supper Natural Moska
Kaidan também quer dizer escada. Já Tags de Parágrafo só pulam linhas.
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Terça-feira, Agosto 23, 2005
Nomes Estranhos - Lioberto
Mistura do que, meu deus... Lion com Roberto? Só pode.
posted by Name Collector Rit
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Segunda-feira, Agosto 22, 2005
Folclore
Como japonês gosta de uma história de terror.
Algumas tem chegado até nós através de refilmagens com diretores e atores ocidentais. Por estes dias estreou "Água Negra", em que na verdade o maior destaque foi dado ao fato de ter sido dirigido por um diretor brasileiro. A história - parece - é dos mesmos criadores de "Ringu" ou "Ring", que teve uma continuação. Falaram bem do primeiro e malharam o segundo.
Não posso dar nenhuma opinião, porque não assisti nenhum dos três. O caso é que historicamente esse pessoal não desgruda dos seus contos fantásticos e sempre tem alguém disposto a mostrar isso deste lado de Greenwich. Hoje tem globalização, transportes rápidos, fronteiras mais ou menos abertas, Internet, etc. etc., o que facilita as coisas.
Não era o caso no final do século XIX. Nesta época um grego filho de irlandês que rodou o mundo e acabou se casando com uma japonesa foi quem primeiro compilou uma publicação para o mundo ocidental das histórias que eram passadas de geração em geração ao pé da fogueira.
(Continua)
Posted by Terror Lore Moska
Podemos eliminar as Tags de Parágrafo transformando-as em Tags de Continuação?
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Nomes Estranhos - Juglândia
Então né... Era nome de uma mulher de não sei de onde. Coitada da menina...
posted by Name Collector Rit
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Sábado, Agosto 20, 2005
Série
Depois de muito boquetar, deliberar e deixar para lá, resolvi escrever uma série de posts.
Trabalhei 3 anos como operador de telemarketing receptivo. Pois bem, apenas no último ano de meu trabalho nesta empresa, o boqueta aqui decidiu "colher" os nomes de clientes mais pitorescos que passasse pela minha frente. E foi o que fiz. Não contei quantos tenho, mas dá para um monte de posts inúteis. Neles, tenatarei explicar porque o miserável do pai e/ou mãe do(a) infeliz deu este nome morfético a sua prole.
Conto com a ajuda de vocês para tentar entender mais este enigma da "humanidade".
Madalaine
Droga... Mas que coisa mais imbecil este nome. Uma mistura de Madalena com Elaine, ou seria Madame com Elaine ou Jabá com Farinha. Sei lá. Este é um dos mais lights. Aguardem...
posted by Name Collector Rit
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Quinta-feira, Agosto 18, 2005
SAUDOSISMO
Olhando para trás aprendemos a dar valor a muita coisa. Devemos manter nosso olhar à frente para enxergar onde estamos indo, mas não podemos deixar de olhar para trás e aprender com os obstáculos que atravessamos e com tudo que vivemos. Ao contrário de muitos, nunca concordei com esta história de "esqueça seu passado e viva o presente". Eu prefiro lembrar do passado, aprender com tudo e tentar viver o melhor possível o tempo que me resta.
Apesar de toda a boquetice e falta de dinheiro, meu retorno para São Paulo capital em 1997 trouxe junto duas coisas que mudaram minha vida por completo: a faculdade, onde adquiri mais conhecimento do que imaginava ser possível para um boqueta como eu; e os amigos que fiz e se tornaram meus irmãos, minha família... Apesar da pouca grana e dificuldades mil, conseguimos sobreviver à toda a putaria e ainda nos divertimos pelo trajeto.
Direto do túnel do tempo dos boquetas, comtemplem uma imagem "still" de nosso primeiro curta na faculdade: Chronomancer.

posted by Once Upon a Very Long Time Rit
P.S.: um dia falo mais sobre o curta.
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Domingo, Agosto 14, 2005
APELIDOS
Com o passar dos anos tive vários apelidos, aliás, tenho alguns até hoje... Eles perduram!
Bom, como não sou muito bom em escrever, um dia, quando estava sem fazer nada... Nada mesmo, rabisquei no primeiro pedaço de papel que eu vi, o que seria a personalidade de cada uma dos meus apelidos, afinal, acho que cada um gerou uma personalidade própria e, com isso, uma característica exclusiva, inerente a minha pessoa.
Na ocasião em que foi feito o desenho, eu tinha uns 10 apelidos... Acredito que eles ainda existam, porém não tão utilizados...
George - é o meu nome e por isso, é a minha personalidade... Eu mesmo!
Totty - foi meu primeiro apelido, na época em que eu era um monstrinho, uma criança, então eu me imaginei como uma mini-fera...
G. - Esse é difícil, é como as pessoas acabavam naturalmente me chamando e, eu imaginei algo poderoso e incrível, algo que superasse a mim mesmo.
Joe - é estranho... Em nada lembra meu nome, mas algumas pessoas me chamam assim. Imaginei algo próximo a mim mesmo, como sendo uma outra pessoa, mas diferente de mim. Estanho.
G-O. - Poderia ser um robô... Pois é uma sigla, mas uma única pessoa me chamou assim, e eu ficava muito puto, pois não curtia a pessoa, então, fiz algo bruto e deformado...
Djó - Saco... Outro apelido único e que uma pessoa só utilizava. Era uma menina que eu gostava muito, mas eu não tinha coragem de dizer... Boqueta!
G.G.T.A.- Esse é o que vingou mesmo. Imaginei-me como um ser híbrido... Metamorfo e sem expressão.
G-TA- O que ficou. Imaginem um George melhorado... É isso, se é que é possível...
Ziza - Engraçado, eu imagino um velho, frágil e sem noção... Tipo um bisavô!
Z-O-Z- Lê-se Ziozi. É o contraposto de Ziza. Uma criança, mas com um poder descomunal, uma entidade ultra poderosa no corpo de um menininho!
Ridículo? Talvez! Mas olha só esses apelidos... Ridículo foi quem os inventou!!!
num consegui scanear direito porque a folha é gigante! Clique na imagem para ampliar.
posted by Geta
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Putaria - one of the ways
Bem, faz tempo que não apareço por aqui, né?
Ando boquetando forte e trabalhando mais do que deveria. De qualquer forma, resolvi pôr a mão na massa e fazer umas das alterações que venho pensando em fazer por aqui.
Uma delas já está ok. Quem for mais atento, perceberá que adicionei uma nova listagem de links aí à direita: PUTARIA.
A verdade irrefutável é bem simples: todo mundo gosta de uma bela putaria. Principalmente nós, homens, putos por natureza. E como não posso colocar as imagens aqui diretamente sobre risco de fecharem o blog, resolvi disponibilzar minhas fontes para diversão de todos. Homens E mulheres. Sim, a maioria não admite, mas mulher também gosta de putaria. Não tanto como nós, mas elas também sabem se divertir sozinhas quando querem.
Como sempre, se alguém tiver sugestões de outros blogs / sites / fotologs / qualquer outra coisa, basta mandar pelos comments. Da mesma forma, quem quiser falar mal também é muito bem vindo...
Enjoy...
posted by Sex Type Rit
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Contrapartida
Depois do fim de semana, vem a semana.
Depois do banquete, o enfastio.
Mas não precisa ser depois.
Fato é que tudo tem seu equilíbrio indômito, o que faz de uma relação um carrossel ou uma montanha-russa.
Vivia na montanha-russa.
Momentos em que podiam estar apenas consigo mesmos, independente de estarem a sós, eram a promessa de um futuro que valia o presente.
O sentimento mais querido, mais apreciado, era a familiaridade.
Quando sabe-se de antemão o caminho, seus macetes, perigos e surpresas, a experiência é muito mais intensa.
Questões acessórias, dúvidas e temores inexistem na familiaridade.
Sobra espaço para desfrutar o âmago, plenamente.
Intenso eram esses picos, assim como suas quedas.
Naquele sábado a subida havia sido vertiginosa. A mera presença dela o inebriava.
Mas bruscamente vira-se a esquerda quase noventa graus e então vem a descida.
No domingo, um almoço de família, em cujo aviso viera tácita intimação.
O velho casal de austríacos safados recebia como se fosse excursão a um museu nazista.
Odiava aquela gente, seus costumes e valores.
Valia a pena.
Valia a próxima escalada.
Pai e mãe gostavam da casa dos velhos, partilhavam daquilo e neles se espelhavam.
Félas.
O pai, como sempre, enxugava.
Inexoravelmente, gole a gole, embriagava-se.
Se tornava ainda mais inconveniente, e ela se alterava.
Cada vez que o pai bebia, ficava apreensiva.
Más recordações a faziam temer, sofrer por antecipação e no fim ela mesma acabava embevecida.
Embriagada emocionalmente.
Na volta, ambos os ébrios conspiraram.
Ao aproximar o carro do portão, mãe ao volante, não parou metros antes para alguém abrir o portão.
Viu que na esquina, no cruzamento, um enxame de adolescentes aglomerados.
Gritavam, empurravam.
Parecia um linchamento, a impressão era de que alguém estava no centro da atenção do grupo.
Súbito, o torpe entorpecido abre a porta do carro e se encaminha para o cruzamento.
Gritos, súplicas, início de choro.
Filho de uma puta.
Olhou de lado e viu que ela estava chorando.
Desceu também.
O puto começou a trotar, e ao chegar nos caras abriu caminho aos berros, procurando o foco.
Os moleques assustaram.
Em atitude defensiva, recuaram.
Punhos e pés em riste, a proteger daquela bisonha ameaça.
Eram dez, quinze talvez.
Correu e conseguiu chegar na retaguarda do pudim antes que a concha se fechasse sobre ele.
Tinham copos de plástico e garrafas na mão.
Caralho.
O velho gritava sai, sai - quase derrubando dois deles - e chegou no foco : sentado na guia, poça de vômito aos pés.
Era só um cara passando mal ...
Passada a surpresa, puseram-se em guarda.
Alguns ameaçavam ir prá cima, mas vacilavam.
Um tacou copo de cerveja no velho, enquanto outro chutou-lhe a bunda.
Um deixou cair a garrafa e o barulho quase precipitou a avalanche.
Tá loco velho da porra !?
Vendo a iminência do assalto, agiu.
Escolheu um, aparência mais inofensiva, e meteu a mão no peito dele, empurrando-o violentamente.
Qué morrê !? Qué morrê !?
Ato contínuo, colocou a mão às costas, por detrás da jaqueta.
E gritava.
Qué morrê filha-da-puta !?
O truque funcionou tempo suficiente para que a velha e o cunhado acudissem.
Em meio a pela-mor-dedeus e tal e coisa, resgataram ambos.
Intocados.
Nunca o velho lhe dava atenção, ou sala.
Mas nessa noite ele ordenou a esposa que o levasse em casa.
Bebeu.
Quase levou uma surra.
Foi inconsequente.
E pagou com uma carona.
Saiu barato.
* * *
Falou !
Rods
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Quinta-feira, Agosto 11, 2005
Pára-queda
Faltavam dez minutos para a meia-noite.
Tinha que estar no ponto até a meia-noite, horário do último ônibus.
Despediu-se dela ao portão.
Longo beijo, nó no estômago.
Até amanhã.
Chegando no cruzamento ouviu os estalos.
De pés descalços correndo pelo asfalto ainda molhado de chuva.
A moça corria de uma calçada para a outra, do outro lado do cruzamento.
Estava de calcinha e camiseta. Cabelo comprido e despenteado.
Num desdobramento cinematográfico, gritou :
Pára ! Pára ! Socorro !
Sério mesmo ?
Olhou para trás e para os lados, sério mesmo ?
Parou na esquina, prestou atenção, cabreiro.
A moça se refugiou atrás de um carro parado na esquina oposta, esquivando para olhar na direção de onde viera, parecendo querer se manter oculta.
Um barulho de grade batendo a sobressaltou.
Novamente gritou :
Não ! Não ! Socorro !
Os "nãos" foram ditos olhando para frente, de onde alguém vinha.
Já o "socorro" foi dito revirando a cabeça para os lados.
Ai meu cacete ...
Calmamente, atravessou a rua em direção a ela.
Calma, o que foi ?
Ele vai me pegar ! Não ! Não !
Segurou no braço dele, colocando-o entre si e a figura que se aproximava.
Sua puta ! Vou quebrar sua cara, desgraçada !
Que coisa.
O cara era grande. Gordo. Velho. Careca.
Um clichê.
Levantou ambos os braços e pediu calma.
A moça apertava a roupa dele, como rédeas, interpondo-o ao sujeito.
Sai filha-da-puta, vou enfiar a mão na cara dessa vagabunda sem-vergonha do caralho.
Ela deu um grunhido. Um berro de dor ainda não sentida mas familiar, e se virou para correr.
Ele, ao sentir que ela soltara sua roupa, se virou e viu que a moça patinou e caiu de boca ao chão.
O velho se precipitou a frente, deu um encontrão nele, e disse em meio a perdigotos selvagens :
Sai filha-da-puta !
A moça se virou, agora olhava para cima.
Viu o rosto sujo e ralado.
Ia correr. Bastavam seus próprios problemas, para que arrumar mais ?
Calma senhor, calma caralho !
Sua piranha escrota, tá vendo !
Mais perdigotos.
Sai daqui ou apanha junto com ela seu filha-da-puta !
Lá de trás veio um grito !
João ! Pára João !
Colocou as duas mãos no peito do velho e disse com confiança :
Calma.
A velha que se aproximou assustou-se ao vê-lo em meio a confusão.
Tira a mão do meu marido ! Tira ! Tira !
Avançou com socos e pontapés, perdigotos também.
Institivamente se encolheu, levou um soco no nariz e um belo chute na canela.
A moça, ainda no chão, agarrou as pernas da velha.
O velho aproveitou.
Contornou a velha e começou a chutar a moça, sem dó.
Ele se afastou.
Com a mão no rosto, foi para a calçada.
A briga ficou feia.
A velha batia no velho, que chutava a moça, que se agarrava na velha.
Perdeu o ônibus.
Teve que andar 4 quilômetros.
Só em casa reparou que havia sangue, pouco, na camisa.
Um clichê.
* * *
Falou !
Rods
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Quarta-feira, Agosto 10, 2005
Mais um
Esse durou bem menos. Só 50 horas. O último que morreu jogando na Coréia do Sul demorou mais de 70 horas.
Se o noticiado está correto, o cara abandonou o emprego para ter mais tempo para jogar. É como se fosse um épico - depois de 50 horas, junto com o game over, o sujeito que abandonou tudo para jogar morre como se tivesse cumprindo seu destino, ou sua missão.
Não é a toa que quem começou esse treco de Lan House foi um coreano.
Posted by Game Mission Moska
Esse jogo tem dois times: Um tenta salvar e o outro tenta matar as Tags de Parágrafo.
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O Cruzamento
Duas ruas nos arredores da avenida, ambas de bastante e inconstante movimento.
Encruzilhada sem farol, caminho sem direção.
Como os domingos seguintes confirmaram ...
Eventos que se repetem.
Usos repetidos.
Costume.
Malditos costumes.
Depois do almoço mandatório, a tarde enfadonha era evitada com algum programa trivial.
Conjugar cinema com shopping era de praxe, mas eventualmente havia algo melhor.
Na volta, o rito do portão reeditava o cortejar dos anos 40 e 50.
Chegava-se a passar duas horas ao portão, melhor que a sala e o inexpugnável faustão enfastiando a corja.
Do portão, o cruzamento.
E lá no cruzamento a vida.
Vidas que em três oportunidades cruzaram a sua.
Das três, não se fez uma.
* * *
Falou !
Rods
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Terça-feira, Agosto 09, 2005
Contraposição
Assim que fechou os olhos percebeu que havia cometido um engano.
Engano, erro, cagada, ato falho ...
Teria volta ?
Questionar a reversibilidade fazia parte de seu ser, tanto como questionar a finitude.
Por insegurança, não queria hesitar.
Justamente para não demonstrar insegurança.
Não se sabe se é por aqui, ou por ali, o importante é continuar seguindo com determinação.
Os lábios e seios deixaram a desejar. Ainda muito recente, comparações inevitáveis.
Não havia calor, apenas entumecência.
Pele vitrine o sonho pareceu mais apetitoso do que fora, seja pela espectativa de familiaridade não existente, fosse pela qualidade intrínseca dos ingredientes.
Não foi uma experiência agradável.
Durante a obrigatória troca de olhares subitamente acometidos de timidez, percebeu a ansiedade dela.
Percebeu que ela teve mais daquilo. Foi algo a se louvar.
Ela o desejava, soube, há tempos.
Consumar, na ótica dela, talvez significasse substituir na vida dele aquela que se fora.
Evitando o contato visual delator, se viu resolvendo coisas pífias como se fossem delicadas.
Procura roupa, onde está a chave, que horas são ?
Na despedida diabética, o encontro dos olhares denuncia a ambos suas linhas.
Foi muito especial. Quero você para sempre ...
Obrigado ...
...
Sinto muito.
* * *
Falou !
Rods
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Segunda-feira, Agosto 08, 2005
Estatísticas, só estatísticas
Como sobe prédio nesta terra. Terra boa é assim, em se adubando tudo dá. Enche de concreto que nasce prédio.
Não acho muito saudável aumentar desproporcionalmente desse jeito, afinal, de 184 milhões de pessoas, quase 40 milhões (ou 21%) vive no estado de São Paulo.
E desses, 10 milhões e 800 mil na capital: 27% do Estado e quase 6% do país.
Será que isso é normal? Talvez. Os casos famosos, Cidade do México e Tóquio também parecem ser meio distorcidos, concentrando em um lugar só como aqui.
No caso dos EUA parece ser mais distribuído, mesmo assim se pegarmos cidades famosas pelo tamanho, temos:
Com a população total do país de 296 milhões, New York tem 8, ou 2,7%. O pior caso, L.A. county, tem quase 10 milhões (3,4%) e a cidade que tem má fama de grande demais, 3 e 800, ou 38% do condado, ou ainda 1,3% do país.
Contando que em todos esses lugares têm também seus lugares de primeira, pois se engatar a segunda a cidade fica pra trás.
Viramos
Homo Urbanis mesmo, com todas suas vantagens (eu mesmo não sei se me adaptaria sem uma cidade pelo menos por perto) e desvantanges. Espero que o próximo passo na evolução não seja
Homo Sardinius Enlatadus.
Posted by City Citizen Moska
Solução para a proliferação de tags de parágrafo: enlata tudo.
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Sábado, Agosto 06, 2005
Súplica do Enfermo
Preciso ir.
Não vá.
Tenho mesmo que ir ...
Não vá.
Desculpe, tenho que ir.
Não vá.
Vou.
Não vá.
Mesmo, vou.
Não vá.
Me convença ...
Não vá ...
Você sabe, se está pedindo que não vá é porque já não me tens.
Tenho.
Não tem ...
Tenho.
Lembre-se, estágios :
Tenho.
Tenho ?
Não tenho ...
Ok. Não tenho-te, mas para que serves ?
Para que questiones.
Se questiono então lhe tenho ?
Não, me caças.
E se lhe aprisiono ?
Se o fizer, nunca me teves.
Para que te quero então ?
Isso, nem eu sei.
Como te chamas ?
De muitos nomes sou vítima, mas apenas a um respondo.
Razão ?
Não.
Verdade ?
Não.
deus ?
Não.
Que então ?
Sanidade.
* * *
Falou !
Rods
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Traumatismo Craniano
Tinha autorização para ir embora, mas preferiu ficar.
Esperavam, ansiosos, por algum sintoma típico : choro, soluço, desespero ou mesmo aquele tremelicar de queixo que prenuncia a ruptura do dique.
Nada.
Provavelmente pensaram que foi tão forte, tão forte, tão forte que se assemelhava aquele susto que não causa grito nem espasmo, apenas uma estatisticidade catatônica que observa a fonte da surpresa.
Mas na verdade era a percepção do tempo que se alterou.
Cada movimento deles era lento, fotografado, líquido ...
Podia-se ver e prever tudo, de forma que a reação era mais de estranhamento a isso do que uma resposta, emocional ou racional, ao ocorrido.
Ao falar no telefone, parecia que ouvia a réplica muito antes de sua própria voz. Perdia a noção do assunto e brincava com isso.
De tanto não acusar o golpe, deu a impressão equivocada que este foi ainda mais forte do que se poderia imaginar.
Como um animal sob efeito de adrenalina, manteve-se alerta e ignorou tudo.
Analisando, colocou naquela lâmina de bandeja do Ronald palavras que deveriam refletir o que ele deveria sentir.
Esbaldou em clichês, aludiu a poetas, corrigiu a ordem política e condenou a sociedade (hipócrita !).
Mas em seu íntimo sabia que palavras, apenas elas, não impediriam que a indelével marca da morte se aninhasse em sua vida pela primeira vez.
Que apesar de invisível o dano do golpe seria grave e irreversível.
Que se da morte recobraria em meses, dela recordaria por anos.
* * *
Falou !
Rods
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Sexta-feira, Agosto 05, 2005
Boqueta #1 - The Writer
Tive que dedicar um post a isto, não teve jeito.
Tentei evitar, tentei postergar, mas não deu mesmo.
Ainda não sei ao certo se estou escrevendo com a intenção de ofender, elogiar, admirar ou destruir verbalmente este que tem sido meu amiguinho há anos (não perguntem quantos, pois sou péssimo em matemática).
O fato é simples, ele é um tremendo de um filho-da-puta inteligente para caralho que escreve uma coisa destas numa sentada de 10 minutos. Claro que o problema dele não é escrever, mas sim ter a vontade para tal. E quando isto acontece, somos agraciados com pequenas obras literárias como todos puderam verificar a alguns posts atrás.
O que é pior, temos outros filhos-da-puta que também são bons para caralho em nosso seleto grupo de boquetas. Ainda assim, estes putos não fazem nada para ganhar dinheiro com seus talentos. Ao invés disto, ficam reclamando de como tudo é uma merda e como seria bom ter uma grana para nunca mais ter de trabalhar. Boqueta é assim mesmo, falar demais e fazer de menos. Putos...
Ainda assim vou parabenizar o Rods. Seu texto está simplesmente maravilhoso. Em minha ignorância, classifico-o como uma das coisas mais interessantes e bem escritas que li nos últimos 2 ou 3 anos. Não só pelo conteúdo em que foi escrito como também pela forma como foi registrado.
Pena que isto acontece uma vez a cada semestre. Se a frequência de pérolas como esta fosse mais freqüente, pelo menos eu podia juntar tudo, lançar um livro em meu nome e ganhar o maldito dinheiro.
Ser boqueta às vezes é foda demais...
posted by No Money to Spend Rit
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Quinta-feira, Agosto 04, 2005
O BICHO
Bom, esse post é puro relax...
Ultimamente estamos tendo zilhões de milhares de idéias para colocar em prática. Acho isso lindo, principalmente quando eu leio uma história tão legal, engraçada e trágica como a do post anterior... É genial não acham?
Focado nisso, em toda essa sopa criativa, eu às vezes escrevo coisas... Mas não sou tão profundo e sério como gostaria... Eu acho que acabo sempre sendo engraçado e um pouco superficial...
Ok, mas eu tento desenhar. Se isso é bom, eu não sei, mas como eu avisei que isso é puro relax, fiquem com o meu BICHO!
Aproveito para deixar um parabéns especial ao pequeno e fofinho Rods, que num momento de iluminação, escreveu um historia linda e simples, assim como as nossas vidas (simples?)
Posted by Geta
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Terça-feira, Agosto 02, 2005
Empates e Derrotas
Domingo não era possível permanecer em casa.
Dez, onze, meio-dia ...
Tensão crescente.
Ter e dever para a sociedade faz com que se faça coisas patéticas.
Se não seguir a rotina de todos os domingos e sair antes do almoço interpretarão que há algo de podre neste reino.
Opções : sair sem rumo ou ficar e enfrentar a sabatina escrutinadora.
Sabatinas sempre vem no momento errado.
Não basta existir um problema que cause o transtorno, ainda há que se prestar contas disso. Falar de algo que não se quer falar, até porque uma situação inconclusa não é passível de julgamento.
Sair é, sem dúvida, melhor.
Sem dinheiro e sem destino. Com orçamento de R$ 5 e um bilhete ida-e-volta, melhor seguir a pé até o metrô.
De Santana ao Paraíso há tempo suficiente para um inferno de pensamentos.
E se ? E se ?? E se ???
Especular é uma bosta. Especulando, a ansiedade aumenta e o senso crítico diminui.
Desde as 10hs da manhã não falava com ela. Atípico.
A guerra entre os Capuleto e o pobre Romeu-sem-Montéquios havia escalado.
Massa crítica para um colapso.
Do Paraíso, um telefonema.
Casa do Tio ? Almoço ... Certo ...
Entendi ... Que horas ?
Ligo lá pelas três então.
Tchau.
Tem jogo hoje.
O Timão pega o Santos.
Até a Paulista a pé, custa nada.
Difícil para se entender, aos 22 anos, que a vida é bem mais que isso. Que um dia, um mês ou até um ano são nada perante o todo do que se constrói.
Que alguém não é tão especial quanto si mesmo. Quanto o próprio futuro.
Se soubesse que há mais além do horizonte, o míope não se preocuparia com seus óculos.
Queria estar almoçando em casa. Queria beber uma coca.
Passando a Brigadeiro, ônibus de fiéis passam indo para o Pacaembú.
A escadaria do Gazeta é aconchegante. Fresca a sombra, dor na cabeça e no estômago.
Duma Folha de S.Paulo de quinta-feira no cesto de lixo consegue-se um túnel do tempo para as 15hs.
Oi
Na Paulista, você vem ?
Mas que bosta !
Foda-se, a gente tinha combinado... Porra ...
O que vc não quer falar ou não consegue falar é que ELES tão te segurando aí ...
Dane-se, tem que enfrentar ! Vai ser SEMPRE assim, faz parte do que eles querem ...
Claro, nunca é como eu acho ... ELES querem que nós nos azedemos aos poucos, ELES tão envenenando ...
Não tenho dúvidas disso, se tivesse nem tava aqui nessa merda de telefone ...
Claro que eu te ...
Suspeitas sempre existem, mas sempre há o beneplácito da dúvida ... Quando pegaram na extensão e foi tocado o puteiro houve a certeza que escutavam (desde quando ?).
O primeiro instinto foi o de evitar atitudes ainda mais irreversíveis e simplesmente desligar.
Evitando o confronto, sobrevive-se para consertar outro dia.
Fodido por fodido, avante fiel torcida !
A "volta", do "ida-e-volta" serve para ir para a Clínicas.
Vagão só de torcedores, gente normal fica de fora por medo.
A frente, uma menina com a sete de Marcelinho. Bonita.
Piercing no nariz. Inflamado.
Na Consolação ela vira e pergunta : Vai no jogo ?
A paisana, mas vou.
Tá sozinha ?
É.
Você é maior de dezoito ?
He he he ... Claro ...
Entra comigo ?
Claro.
Descemos a Av.Pacaembú falando do Timão. Fã do Marcelinho, ela queria ficar no lado oposto das cabines de rádio, pois dali dava para ver melhor ele cobrando faltas pela direita.
Na verdade ... Deixa prá lá ...
Cinco reais compram a entrada.
No portão o fiscal do Juizado pede o documento dela.
Estou com ele.
Documento.
Aqui.
Começam dois jogos. Três talvez ...
Timão contra o Santos, Ela versus Ele, Ele com Ele mesmo.
Giovanni mete três no Timão.
Ela mete 20 vezes a língua na boca dele.
No terceiro jogo o resultado não foi apurado.
O time da casa não apareceu para o segundo tempo.
Como negar, se milhares de testemunhas viram que foi a menina de 15 anos que teve a iniciativa e a posse de bola durante os 90 minutos ?
Na subida da Pacaembú ela se despede.
Tão tchau ...
Tchau ...
Como você chama ?
* * *
Falou !
Rods
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Segunda-feira, Agosto 01, 2005
Seinfeld - A Melhor Série de TODOS os Tempos
Adquiri recentemente os DVDs das quatro primeiras temporadas de Seinfeld, a sitcom que é considerada unanimemente a melhor de todos os tempos.
Recordista de audiência em sua época e diferentemente de outras séries, Seinfeld acabou quando estava no auge. Mesmo as diversas e milionárias propostas feitas a seus dois criadores não puderam impedir que estes fechassem com chave de ouro um execelente trabalho de quase 10 anos e cerrando as cortinas no auge do sucesso.
Uma série sobre nada, certamente, mas que disse muito sobre como nós, humanos sub-animais, somos estúpidos. A cada episódio uma idiossincrasia diferente, uma reflexão velada da fase filé da vida, exemplificada através de situações desnecessariamente inevitáveis.
Afora e além dos aspectos mais óbvios do seu sucesso, como o talento do elenco e dos criadores,
Seinfeld atraiu toda repercussão que teve por ser mais uma daquelas obras que explora o ridículo de cada um. Rimos do rabo alheio e do próprio. Sem culpa.
Certamente há inovações na série. Desde sua concepção até a forma da narrativa. Mas o que me hipnotiza é seu conteúdo, seu poder de condensar em pílulas de 23 minutos uns 30 anos de antropologia.
Para aqueles que nunca assistiram, recomendo que deixem-se fisgar por alguns dos episódios mais marcantes da segunda temporada :
The Pony Remark
The Jacket
The Chinese Restaurant
The Revenge
The Deal
Entendo que estes episódios são os que estabeleceram o
benchmark de toda a série. Neles estão elementos ainda toscos daquilo que fez de
Seinfeld uma obra de vanguarda.
Assim como Google é meu pastor e nada me faltará, Seinfeld te ama !
Falou !
Rods
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Carpe Diem
Minhas férias começaram, oficialmente, há pouco mais de uma hora.
Estou feliz.
Apesar do meu futuro breve se mostrar muito negro (sombrio ?), resolvi que pelo menos por hora aproveitarei o que tenho e regozijarei numa gostosa limonada.
Pretendo passar muitos dias em casa vendo DVDs, TV, joguinhos no micro ... Nada de fazer a barba, comer só quando der vontade, cagar a qualquer hora, dormir o dia todo e só estar desperto a noite ...
Eventualmente devo passar alguns dias catnapping, ou seja, dormir duas horas, ficar acordado por umas 4 ou 5 e então dormir mais duas ou três horinhas e assim por diante ...
NO RULES AT ALL !
That's the Rule.
Não vejo a hora de me aposentar e poder ser um completo vagabundo, sem nenhum vínculo com a sociedade nem necessidade de interagir com pessoas estranhas (aqueles que não conheço nem quero conhecer). Viver sem ter que falar com gente nem ouvir gente nem ver gente é TÃO bom ...
Vou escrever mais aqui, tenho até dois ou três posts grandes semi-feitos, aguardando edição.
Aguardem !
Falou !
Rods - O Ermitão
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