Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
Papo de elevador
Estava notando uns fios pendurados nos elevadores do prédio onde trabalho e umas cantoneiras aparafusadas no canto. Um belo dia começaram a aparecer monitores LCD mostrando informações em seqüência tipo Notícias da Internet. Com direito a comerciais e tudo.
Agora ninguém precisa ficar olhando para o mostrador de andares para evitar encarar as outras pessoas. O risco é de alguém ficar entretido demais com as notícias e perder o seu andar.
Posted by Elevator Entertainment Moska
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
Ocupado
Alguns dizem que a mente desocupada é a casa do demônio.
Volta aqui, demônio desgraçado!
Posted by Busy Moska
Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Estilo Boqueta
Ser boqueta não implica em não ter estilo, ainda que boqueta.
Esse é o estilo Geta, as 13hs de sábado em frente ao prédio da Gazeta na Paulista :
Reparou que há mais dois boquetas no reflexo das lentes ?
Falou !
Rods
Terça-feira, Fevereiro 22, 2005
É mútcho dificí
As coisas são complexas hoje em dia. E não dá mais para tirar algo de nada.
É difícil entender o mundo financeiro, física pura, arquitetura, engenharia de materiais, funcionamento da glândula pineal, sistema jurídico, ISBN, governo, editoração eletrônica.
Mesmo profissões de glamour como esportistas, modelos e participantes do mundo do entertainment têm sua dose de altas politicagens e interesses.
Até se você quiser viver de jogo vai ser complicado. Nosso colega Mestre de Amber que o diga.
Posted by Difficult to Cure Moska
Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
Colação de grau é a cerimônia de premiação dos coladores
Episódios envolvendo cola costumam ser sem noção.
Em uma matéria, extratores de grampos e grampeadores eram levados para que as folhas da prova - grampeadas, é claro - pudessem ser trocadas livremente. Nesse caso, o mestre não tava nem aí. Ainda avisava para maneirar quando os coordenadores passavam no corredor.
Em outra levavamos papel-carbono para reprodução em massa das resoluções das questões e posterior distribuição. Eu acho que neste caso o professor via mas não falava nada.
O melhor era quando o evento era feito em anfiteatros e grandes salas com muita gente. Era virtualmente impossível pegar alguém no ato.
Claro que quando eram poucas pessoas em um anfiteatro a coisa ficava feia. Mesmo assim dava para passar um folha de papel, desde que o indivíduo do lado se tocasse que não era um pedaço pequeno de papel e não deixasse cair no chão... além do mais com poucas pessoas qualquer barulho parece um estrondo.
Por falar em estrondo, em algumas matérias o nível de ruído na sala era tão alto durante a prova que não seria possível ouvir um caminhão passando ao lado.
Tem também o caso do indivíduo que entregou a cola dentro da prova - e, com a desculpa que esquecera de escrever o nome, foi buscar o papelzinho dentro de alguma folha de almaço perdida no meio das pilhas enormes que estavam sendo arrumadas...
Os ICBMs (mísseis balísticos) eram uma folha de papel dobrada e arremessada ao alvo, de fora ou de dentro da sala para um ponto dentro da sala. Uôa, esse era legal. O alvo estar do lado da parede ajuda para fazer a "tabela". Faz uma barulheira dos infernos, mas quase sempre cai no chão e passa desapercebido até a hora crítica - se esticar para pegar o negócio. E se cair em cima de alguma carteira vazia? Era adrenalina pura.
Formas clássicas como esconder papéis na jaqueta tinham formas mais evoluídas, como por exemplo esconder dentro do lenço. Quero ver quem vai remexer naquilo depois de uma boa assoada.
Outra dona vinha de saia e colocava o papel entre as pernas ao sentar. Parece boa idéia já que ninguém quer um processo de assédio nas costas. Mas numa escola com dúzias de homens para cada mulher eu questiono a sanidade da pessoa que fez isso...
Fazer uma prova acelera o fluxo intestinal ou renal. O que tem de gente indo no banheiro no meio da prova não é brincadeira. Não sei se aquele monte de fórmula escrita nas paredes tem algo a ver com isso.
E com tudo isso, a gente só se f*dia.
Posted by Cheated Cheater Moska
Domingo, Fevereiro 20, 2005
...Tira foto, senta no colo, dá balinha... Nisso já eram 14h. Sem almoçar, com a fila sem fim e a criançada avançando, Valdomiro começou a se sentir muito mal...
Delirando, imaginou-se no Pólo Norte. Toda a decoração de natal, com ursos polares, neve artificial e lusinhas faiscantes, levaram o velho Valdomiro a alucinar.
A gritaria das crianças ecoava no fundo da sua cabeça e o movimento robótico dos duendes mexia com o velhaco. Passando a mão pela testa suarenta, inspirou fundo como que procurando ar, mas não achou! Tentou se abanar suplicou em um murmúrio para que pudesse se levantar, mas as crianças não paravam, seu peito doía!
João sentou-se em seu colo. Valdomiro o encarou e disse: Ai...
Ai? Acorda Papai Noel, eu quero fazer meu pedido! Eu quero um vídeo game! Escutou? Hein?
Não Houve resposta.
Papai Noel acabara de ter um ataque cardíaco...
Escola é lugar onde sai cola
Liberto dos grilhões do ciclo normal, acabei caindo no sistema de educação libertino denominado faculdade.
Como há felicidade na ignorância. Sair do pensamento mecanicista e por demais cartesiano do colegial implica em conhecer a loucura do pensamento matemático e físico que vem desde o século XVII, começando por esta coisa terrível chamada cálculo diferencial e integral, passando pelos conceitos malucos de eletromagnetismo, termodinâmica, relatividade e quanta, para terminar calculando momentos fletores de vigas de diversos tipos de materiais.
Óbvio que esse salto "quântico" de conhecimento só pode ser dado utilizando as mais modernas técnicas e ferramentas de conhecimento disponível. Ou talvez seja melhor descrever como técnicas de compartilhamento de conhecimento, mais conhecidas como cola.
Depois de várias bombas, o negócio é partir para a ignorância. O advento da calculadora alfanumérica, ainda incipiente na época, era um caminho para evitar decorar fórmulas monstruosas. Às vezes dava para escrever à lápis na fórmica das carteiras.
O mais bonito era observar a solidariedade e a compaixão no coração do ser humano. As associações de alunos tinham arquivos de provas antigas e, claro, diversos modelos de colas. Daí podemos assumir que C.O.L.A. poderia ser Common Objective Library Access??!!!!
Posted by Common Objective Library User Moska
Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
Quem não cola não sai da escola
Talvez alguém dentre vós nunca tenha colado na vida. Azar seu, agora não tem histórias para contar ao pé da fogueira.
Essa é do tempo do colegial. Colar em prova teste era mais fácil, era só escrever algo tipo 1b 2a 3d na borracha e passar pra frente, pra trás ou pros lados. Uma borracha é algo que é encontrado em qualquer material de estudante, e é pequeno suficiente para ser escondido e passado para outra carteira quando só há uma pessoa cuidando de 20 a 30 tubos de ensaio cheios de hormônios em ebulição.
Aí alguém resolveu inovar. Quem tivesse pernas compridas podia jogá-las pra frente, de forma que a ponta de seus pés tocassem a sola dos pés de quem estivesse na frente, desde que esta pessoa dobrasse as pernas de maneira que seus pés ficassem para trás.
Aí era só combinar um código "morse", tipo toques no pé direito equivalem ao número da questão e toques no pé esquerdo a alternativa.
Pra que simplificar, se podemos complicar?... No dia do lançamento do novo método, a professora - acho que era uma prova de física - chegou do lado dos dois e falou: "essa dos pezinhos é velha"!
Algumas provas teste também eram projetadas de forma a acabar com a vontade e sanidade dos alunos. Acho que era na famigerada "Educação Moral e Cívica" que tinham as provas com questões com um conjunto de frases enormes e alternativas do tipo: "a - as frases I e III estão certas; b - as frases II e III estão certas; c - as frases I e IV estão certas; d - nenhuma frase está certa".
Sadismos de lado a lado, acabei passando por este período ileso. Ileso? Mesmo?
Posted by Cheater Cheated Moska
Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005
Musiqueta
Alguém pode, por favor, tirar isso da minha cabeça?
Who'll stop the Rain - Creedence
Long as i remember
the rain been comin' down.
Clouds of myst'ry pourin'
confusion on the ground.
Good men through the ages,
tryin' to find the sun;
And i wonder, still i wonder,
who'll stop the rain.
I went down virginia,
seekin' shelter from the storm.
Caught up in the fable,
i watched the tower grow.
Five year plans and new deals,
wrapped in golden chains.
And i wonder, still i wonder
who'll stop the rain.
Heard the singers playin',
how we cheered for more.
The crowd had rushed together,
tryin' to keep warm.
Still the rain kept pourin',
fallin' on my ears.
And i wonder, still i wonder
who'll stop the rain.
Posted by Clearwater Moska
Terça-feira, Fevereiro 15, 2005
Birra!
A muitos e muitos anos atrás comecei a notar que existem outros tipos de cerveja que não as amarelas, inclusive uma amarela mais escura que é feita de trigo, a WeissBier.
Também da Europa vem as escuras - Draught - como a Guiness e vermelhas - Ale - como a Old Speckled Hen. Ainda tem umas esquisitices de vários lugares, por exemplo da Bélgica que tem marcas e modelos até dizer chega - inclusive uma tal de Stella Artois que segundo dizem é a mesma fórmula desde 1366 (!) e pode chegar aqui via AmBev graças à fusão com a Inbev, fabricante dela por lá.
Aqui - e parece que nas Américas em geral - o paladar é Pilsen barata. Como o negócio é encher a cara e não sentir o gosto, algumas iniciativas como o lançamento de cervejas Bock e outros tipos diferentes não foi para a frente.
Mas ainda há esperanças. Além do boato da vinda da Stella Artois, parece-me que algumas marcas independentes como Baden Baden, Germania e Braumeister estão conseguindo se firmar.
Posted by Beer for the People Moska
Atualizado em 17/02/05 22:30: a fábrica belga é Interbrew. Inbev é o nome proposto para a fusão das cervejarias. Onde estava eu com a cabeça? Eu juro que não bebi.
Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005
Velharia
Lendo este artigo do ig, você pode se sentir velho. Eu conhecia todas menos beca, que para mim é roupa de formatura. Isso deve ser porque a maior parte das gírias antigas já foi incorporada ao "patrimônio intelectual" das gerações mais modernas.
Ou não?
"Abafar: causar, acontecer.
Batuta: algo ou alguém legal.
Botar pra quebrar: causar, acontecer.
Caspita: semelhante a credo, indignação ou surpresa.
Cocota: gatinha.
Encafifado: noiado, intrigado com alguma coisa.
Goiabão: bobo, idiota.
Joinha: equivalente a tudo bem!
Levada da breca: garota aprontona e safada.
Prafrentex: algo pra frente, moderno, avançado.
Supimpa pra dedéu: algo muuuuito legal.
À beça: muito legal, pra caramba.
Bocomoco: brega, cafona, ridículo.
Borocoxô: tristinho, tristinho.
Chato de galocha: pessoa muito irritante.
De lascar: semelhante a de doer, algo duro de engolir.
Gamado: apaixonado.
Papo firme: pessoa que topa tudo.
Patota: turma, galera.
Pé de valsa: indivíduo que dança muito bem.
Ser o tal: ser o bam bam bam, o melhor em algo.
Xuxu beleza: equivalente a tudo bem!
Bacaninha: algo ou alguém legal.
Bulhufas: absolutamente nada.
Caracolis: expressão que denota surpresa.
Do arco da velha: expressão utilizada para se referir a algo antigo e antiquado (como essa lista!).
Estourar a boca do balão: acontecer, causar.
Malhar: o equivalente ao atual ficar.
Ó do borogodó: a maior confusão.
Patavinas: absolutamente nada.
Pombas!: expressão que denota surpresa ou indignação.
Serelepe: um misto de alegre, safado e sem vergonha (tudo no bom sentido!).
Transando um lance: fazendo alguma coisa com outra pessoa (nada de sexo!).
Barra limpa: quer dizer que tudo está bem.
Beca: roupa.
Broto: gatinha.
Chorumelas: mentiras.
Dar bola: paquerar.
Estar por dentro: estar inteirado sobre determinado assunto.
Matutar: pensar muito, refletir com cautela.
Oras bolas!: putz!
Transado: com visual bonito, moderno.
Traquinas: antes de ser bolacha, foi sinônimo de uma criança aprontona.
Um estouro: algo grandioso."
Posted by Language of the Old Moska
...O gorro apertado esquentava a sua careca, a barba branco-amarelada era puxada e afagada pelos infantes diabinhos, a roupa vermelha de cetim pinicava e o fazia suar como que se estivesse No caldeirão do diabo. Começou a sentir vertigem.
Antes do meio dia, já exalava mau hálito e CC de sovaco suado! A criançada já saída de cima do seu colo reclamando. Seu saco cheio de balas de pouco o servia para aplacar o cheiro de privada suja que saia da sua boca, além da Renata lhe perturbar com ordens, sua diabetes não o permitia mais se dar ao luxo de chupar um torrão dessa bala vagabunda feita só com açúcar e mel...
Mas que caralho! Pensou Valdomiro. Vai se foder nessa porra! Minha boca tá que é uma latrina, tô morrendo de fome e meu CC dá pra sentir lá da puta que o pariu! Ele tinha noção do monte de estrume no qual havia se transformado...
Sábado, Fevereiro 12, 2005
Isso é Sujeira
Meu automóvel andava sujo. A lataria quase dava nojo.
Fruto das tempestades torrenciais que assolaram o Estado. A água que cai dos céus, misturada aos poluentes dispersos na atmosfera - que são muitos e em enormes quantidades nesta cidade enorme - cria uma fina camada de sujeira que se deposita, às vezes ajudado por alguma eletricidade estática mínima que possa haver na carroceria.
Enquanto a chuva cai as poças e correntes se formam, passamos por sobre elas jogando a imundície acumulada nas ruas e sarjetas em cima dos outros automóveis e dos nossos próprios na partes mais baixas da lataria, transformando toda a superfície externa do carro em uma crosta de micro-detritos sólidos espalhados.
Se, como no meu caso, o automóvel é levado ao interior, certamente passará por todo este processo em estradas que, quando secas, são poeirentas. Portanto, molhada, a poeira se transforma em uma fina lama com propriedades ímpares de aderência e incomparavelmente deletérias à identificação da cor original do veículo em questão.
O tempo abre após o período prolongado de chuvas, trazendo o sol e calor que seca a água e deixa a sujeira. Logo o asfalto esquenta e pedaços deste subproduto de petróleo começam a se desprender e a se juntar aos seus comparsas sujismundos por sobre a antes reluzente pintura.
Então uma resolução foi tomada. Não passaria de sexta-feira essa sem-vergonhice descarada trafegando pelas ruas como um painel homenageando toda a poluição deixada por nosa civilização.
Os frentistas e as frentistas que cuidavam das bombas de gasolina e do lava-rápido não se furtaram a comentários jocosos quanto a aparência de meu automóvel.
Reconhecendo o trabalho de limpeza que era hercúleo, deixei uma gorjeta ao rapaz que fez a lavagem.
Contente e finalmente livre do excesso de peso em forma de sujeira, sairia à noite feliz dentro da reluzente lataria agora limpa e escovada.
Noite em que choveu aos cântaros.
Posted by Raindance Moska
Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005
Tempo
A uns cinco anos atrás estava com uma sensação parecida com esta. A de que está faltando tempo para fazer as coisas.
Posted by Deja vu Moska
Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005
O dia: Resmungos de um ser com sono
Dormi mal. Quem mandou trocar o dia pela noite 5 dias seguidos?
As semanas deveriam ser como essa. Cinco de folga e 2 de serviço.
Pensando bem, mesmo que mude depois de 3 meses vou estar reclamando do mesmo jeito.
Se me perguntarem que caminho fiz para vir para cá, só vou lembrar que passei no farol da minha rua. Aliás, se não passar por ele, fica difícil ir para onde quer que seja.
A não ser que seja na própria rua.
Lembrei, fui tirar fotos para documento. Na loja que fui a máquina estava quebrada, tive que ir mais 2 quarteirões adiante.
A internet no escritório está horrível. Impressionante como os períodos de melhora estão cada vez menores.
Fui almoçar no shopping. O estacionamento está em obras. Claro, estava entupido até o ladrão.
Protocolei o pedido de passaporte na PF. Tem que levar os comprovantes de 1o. e 2o. turno da última eleição. Óbvio que só levei do 2o. turno. Murphy is always around.
Prejuízo para conectar no site do TSE e imprimir o comprovante em um Internet café.
Depois comi demais no almoço.
Estou com muito sono.
Claro que a realidade é sempre percebida, nunca absoluta. Hoje a noite vou estar rindo disso tudo.
Se lembrar de algo.
Acho que o sono me provoca estes delírios. Amanhã vou estar melhor.
Se não ficar na frente do micro até tarde de novo.
Posted by Gates of Delirium Moska
Domingo, Fevereiro 06, 2005
Olá!
Há muito não escrevo por aqui. O interessante é que adoro escrever um monte de besteira, mas acabo não colocando aqui por pura preguiça, por pura boquetice, mas ultimamente, tenho percebido que um dos nossos, o velho Moska, mantém uma atualização periódica e com conteúdo interessante (nem tanto, né?). Com isso, tomado por uma estranha vontade de postar, graças a esse velho, vou colocar aqui uma história que surgiu graças a um outro boqueta, o Rodolfo.
O fato é que já perto do Natal, no ano passado, ele chegou a comentar sobre a possibilidade de escrevermos algum conto sobre o Natal, fosse o que fosse, colocaríamos nossos contos por aqui só pra azucrinar. Interessante que, depois que ele deu a idéia, logo quando cheguei em casa, escrevi o conto, mas não postei, esqueci... Boquetei.
Hoje, estava vasculhando o monte de lixo que tenho no meu HD, achei o conto de Natal. Tosqueira pura e imaginação zerada, mas como o Moskolino acabou incentivando, tá ele aqui.
Postarei em partes, como é de costume, mas esse com certeza chegará ao seu fim (tá certo Rit?). Lá vai ele:
NOEL
Sentado no trono, representando a entidade mágica, sendo reverenciado pelas crianças, Valdomiro se sentia cansado. Já bem antes do meio dia, já havia enfrentado um batalhão de infindáveis crianças e a fila para receber cumprimentos estava longe de acabar! Morrendo de fome e tenso em ter que representar o bom velhinho, se sentia fraco e já não fazia o famoso How How How, porque estava com bafo.
Não chupe nenhuma bala Valdomiro! Elas são para as crianças!
Renata, a promotora de eventos do shopping sempre repetia o alerta antes do expediente!
Com a perna doendo, sem poder falar nada, devido ao mau cheiro exalado por sua boca velha e com vontade de fazer xixi, Valdomiro estava chateado. Cada criança que sentava em seu colo, detinha uma lista interminável de presentes, dos quais ele pouco fazia questão de saber o que era. Só pensava nas 50 pilas que receberia no final do dia...
Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005
Epílogo
De onde saiu esse negócio de Hôiti? Tudo isso começou depois da batalha de Dan-no-Urá em Shimonoseki. Relatos de estranhos fenômenos pipocaram aqui e lá. Visões de fogos-fátuos e aparições fantasmagóricas eram relatadas.
No post anterior, a reportagem da BBC sobre assombrações pós-tsunami dá sua explicação do motivo para estas visões: "Tais relatos, de acordo com o psicólogo Wanlop Piyamanutham, são sinais de síndrome do estresse pós-traumático."
Quanto ao que dizem sobre o fogo-fátuo, ele pode ocorrer naturalmente de animais mortos, cuja decomposição libera metano (CH4) que sob algumas condições entra em combustão espontânea. Meus pais, tios e tias que moraram em roça por muito tempo (meio do mato) sempre lembram deste tipo de fenômeno.
E desde o século XII até hoje, procuram-se respostas espirituais para estes grandes eventos.
O templo Amidaji em Shimonoseki existia justamente para "acalmar" os espíritos.
Mas com a continuidade dos fenômenos, a lenda de Hôiti sem-orelhas começou a tomar forma e chegou até nossos dias, compilado em um livro de contos de terror chamado "Kaidan" (existe até um filme inspirado nestes contos e - vejam só - nosso amigo Hôiti é a capa do pôster!)
Muitas destas histórias de terror chegaram até nós, ocidentais, por causa de um ocidental... que se casou com uma japonesa em plena época de reforma (justamente a época retratada no filme "Último Samurai") e compilou as histórias contadas pela esposa em um livro em inglês.
Tudo isso na cidade de Matsue, na costa do mar do Japão, onde morei por uns 3 a 4 meses. Perto de um reator nuclear.
A versão contada aqui foi adaptada de uma série da NHK transformada em livreto (de onde vieram quase todas as ilustrações). Adaptado porque não foi traduzido literalmente, acabei usando um pouco dos meus dons de redação para dar um pouco mais de suspense... hehehe.
Posted by Ancient Spirit Moska
Atualizado em 06/02/05 21:30, quebrando o recesso do feriado de carnaval: a série é da TBS (Tokyo Broadcasting System), e não da NHK (Nippon Hôso Kyoku ou Japan Broadcasting Agency).
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Espíritos
Sempre que há tragédias o ser humano tenta buscar respostas no espiritualismo. Em matéria de ontem do site Internet da BBC, "sobreviventes do tsunami na Tailândia dizem ver fantasmas."
"Embora a superstição seja comum na Tailândia, as escrituras budistas trazem orientação de como lidar com o sobrenatural."
"A crença de moradores locais deu aos monges o poder de afastar espíritos perturbados, e muitos estão dispostos a fornecer "proteção" se necessário."
""Nós não podemos fazer nada para afugentar os espíritos", disse Bhikkhu Sugandha, "mas, se isso ajuda a dar conforto às pessoas, nós podemos vir para confortá-las"."
Isso me lembra a história de um certo tocador de viola cego que vivia num templo.
Posted by Boddhi Sattva Moska
Quem foi?
Que mexeu com antigos espíritos do mal? Quem liberou entidades que não deveriam ter sido despertas?
Primeiro foi o tsunami no sul da Ásia. Cultos malignos sustentam que foi o Grande Cthulu que se levantou de seu sono.
Depois, as piores nevascas nos EUA desde 1978. Neve é água congelada, afinal de contas.
E enchentes, pontes derrubadas, desbarrancamentos e etc. etc. por todo o Estado de São Paulo. Na cidade onde meus pais moram, estava sem água potável porque adutoras se romperam com os desbarrancamentos. Fora a buraqueira no asfalto e as pontes que caem. Inclusive a principal rodovia da região ficou um tempo interditada.
Alguém andou mexendo onde não devia. Tenho certeza.
Posted by Water Elemental Moska
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
AAAARRRRRGGGGGHHHHHH
Mamãe estava a dias com dor nos olhos, alta glicemia e dor de cabeça. Nem conseguia dormir direito.
Inclusive fez um exame para medir a pressão sangüínea nos olhos e deu pressão alta.
Como sempre manteve a saúde controlada, tudo isso pareceu estranho. Hoje descobriu a causa... um minúsculo caco de vidro (!!!) se alojou na parte interna da pálpebra e estava ferindo a córnea.
Arrrggghhh. Segundo ela, é um caco quase invisível que quase não se vê a olho nu. Mesmo o médico teve dificuldade para percebê-lo, tendo que passar para lentes e luzes cada vez mais fortes até identificar o desgraçado pelo brilho.
Aaarrggh. Argh. Pelo que ele conta - como sempre medicou no interior - atendeu no passado muitos casos de crianças com minúsculas limalhas de ferro nos olhos por que ficavam vendo o trem passar muito perto dos trilhos (quando tinha trem).
AAAARRRGGHH. Isso me lembra quando trabalhava em obra, quantos peões não mandamos pro hospital com problemas nos olhos por causa de fagulhas de lixadeira (e às vezes nem assim pro sujeito usar a proteção ocular). Mesmo meus óculos na época ficaram cheios de minúsculos pedaços de ferro grudados.
Raio de conversa incômoda. CHEGA!
Posted by Arrrgggghhhh Moska
Assim fica difícil
Eu queria lhes dizer outra coisa. Era pra ontem e agora eu esqueci. Oportunamente me lembro e escrevo depois.
Eu tentei. Juro que tentei. Mas não, a conexão Internet do escritório onde trabalho estava um lixo hoje. Geralmente quando fica ruim assim é melhor partir para o acesso discado.
Claro que se o modem funcionasse, ajudaria um bocado.
Mal e mal consegui navegar alguma coisa. Mas poderia postar de casa à noite.
Não fossem uns percalços nos softwares instalados que me atrasaram.
Claro que se não tivesse tido um problema na conexão não teria atrasado tanto.
Tentarei de novo. Se não conseguir, passo por sinais de fumaça proceis. Isto é, se parar de chover.
Posted by Incommunicable Moska
Terça-feira, Fevereiro 01, 2005
Unleashed - trailer
Eu adoro trailers.
De tempos em tempos surge uma pérola, um trailer que realmente sobressai à avalanche de idiotices que vemos nesta pequena forma de arte quase perdida.
Recentemente deparei-me com um que chega a ser quase ótimo em minha opinião. Gostei bastante e nas poucas vezes em que isto acintece, gosto de expor a outros e perguntar-lhes suas opiniões.
Alguns vão criticar e achar que eu sou louco, mas assistam ao trailer, vejam os comentários e depois conversamos, ok?
Tamanho: 21mb
Tempo: 2:26 min
Qualidade: porreta
From Omelete: "O thriller de artes marciais estréia mês que vem na França e em 11 de abril nos Estados Unidos e tem no elenco Jet Li, Bob Hoskins e Morgan Freeman.
O filme traz a história de Danny (Li), um escravo que cresceu sem qualquer tipo de educação humana normal. Com a mente e personalidade de uma criança ele recebeu apenas um tipo de instrução de seu captor: como lutar. Tratado como um cachorro por seu dono, Bart (Hoskins), que o obriga a usar uma coleira, Danny briga em clubes ilegais de luta. Porém, depois de um acidente que deixa Bart em coma, Danny conhece um gentil cego afinador de piano (Freeman), que usa a música para ensinar alguma humanidade a ele.
O filme é dirigido por Louis Leterrier (diretor artístico de Carga explosiva) e tem coreografias do já lendário Yuen Woo-Ping (Matrix, Hero, Kill Bill...).
A excepcional (MESMO!) trilha de Danny The Dog - totalmente criada pelo Massive Attack - já está disponível no Brasil pela EMI Music".
posted by Unleashed Rit
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