Os Boquetas

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Terça-feira, Março 23, 2004

FOR A FRIEND

Já diz o ditado: "Podemos escolher nossos amigos, mas não podemos escolher nossa família." E não há como discordar desta pequena verdade universal. A maioria de nós sempre acaba vítima do aguentar aquele tio chato por pura e simples conveniência de aquele ser ignóbil ser "da família". Vez por outra, alguns de nós dá sorte e consegue encontrar bons amigos dentro de sua família. É muito raro, mas acontece.

Infelizmente dentro de toda cesta de maçãs boas há ao menos uma maçã podre. Aquela maçã que parecia tão apetitosa e suculenta acaba por se transformar muito rapidamente em algo que incomoda a tudo e a todos. Mas o que fazer quando a convivência com aquela maçã pútrida torna-se quase insuportável a ponto de fazer com que pensemos duas vezes antes de voltar para casa depois de um dia pesado de trabalho?

Não há resposta fácil, nem podemos dizer que entendemos REALMENTE como seja tudo isto sem ter passado por algo parecido. Tudo que podemos fazer, como amigos, é esperar que o melhor aconteça e que aquela maçã caia da cesta e pare de infestar todas as outras. Vez por outra o mundo resolve conspirar a nosso favor e
conseguimos nos livrar daquela maçã. Nos causa tristeza pois gostávamos dela e sabíamos o quão bonita ela poderia ficar. Mas nosso senso de auto-preservação existe e não podemos permitir que um prejudique a todos os outros, se aquele um não se interessa em melhorar.

Livre ficamos desta má influência. Para respirar, para viver. Triste ficamos por saber como tudo poderia ter sido, mas felizes ficamos em voltar a ser maçãs...

Se entenderam algo do que eu disse, meus parabéns, vocês merecem. Aos que estão voando alto demais na procura de algum sentido e não entenderam lhufas, bom, aguardem ansiosamente o próximo post. Este TALVEZ tenha a ver com qualquer coisa...


Quarta-feira, Março 17, 2004

HADI KALI

Sim, sim... o que eu precisava era de algo que me inspirasse a continuar descrevendo a última etapa desta aventura que foi a ida dos boquetas ao Hopi Hari, e qual não foi minha surpresa ao receber um novo convite para voltar a este pequeno paraíso da diversão... É isto mesmo senhores, em breve eu e mais alguns boquetas voltaremos ao Hopi para mais um dia de pura e simples diversão. Aguardem novidades sobre isto.

Eu admito que este último post da série demorou além da conta. E é claro que não há ninguém a culpar a não ser a eu mesmo. De qualquer forma, ainda gosto de acreditar no ditado "antes tarde do que nunca". Senhoras e senhores, apresento-lhes um breve relato do último brinquedo frequentado pelos boquetas (ao menos 3 deles).

O que faz muita gente desistir deste brinquedo é o preço: R$ 70,00 se for sozinho, R$ 35,00 se for em dupla e R$ 20,00 em trio. Não tenho certeza destes preços, mas não foge muito disto. Verdade seja dita, ele vale cada centavo.

Medo é a única palavra que me vinha na cabeça à medida que nos aproximávamos das duas torres brancas com cabos de aço pendurados que compunham o brinquedo e confesso ter pensado algumas centenas de vezes se queria ou não "voar" nele. Não sei se se lembram do que disse anteriormente, mas eu estava firme no pensamento de que "quem está na chuva é para se molhar", e, mesmo boquetando forte, decidi ir.

Bom, voltando. Após o bate-bate, não resistimos à tentação de passar perto daquela construção de metal altíssima para descobrir como as coisas aconteciam por lá. Após alguns minutos de deliberação e com o medo aumentando, decidimos ir duma vez. O quarto integrante, sr. Zillion, já não "agüentava mais cair" como ele mesmo disse, e se predispôs a ficar com os pezinhos no chão e gravar nossa "queda".

Após as devidas vestimentas e com o sol brilhando para nós, respiramos fundo e fomos como bravos soldados em direção a seu fim numa guerra que não pediram para estar e que, mesmo assim, sabiam ser seu destino. Não preciso dizer que nosso coração estava na boca, nem preciso comentar que o Geta boquetou fortíssimo e é claro que nem preciso dizer que o arrastamos de qualquer forma. Digam o que quiseram, mas você só terá REAL idéia do que está para acontecer depois que for preso aos cabos e quando estes começarem a te puxar para cima, para cima, para cima...

A altura da torre é uns 53 metros se não me engano, e entre você e o chão não há NADA. Ainda no chão os instrutores falam que é para entrelaçarmos os braços. Todos entendemos o que ele quis dizer, mas isto poderia acontecer só lá em cima, antes de puxarmos a cordinha que nos prendia ao cabo que estava nos puxando, mas o Rods e o Geta, loucos e medrosos, prenderam seus braços aos meus (eu no centro) e não me soltavam nem a pau. Aí virou zona. Eu gritando: "Solta meu braço que estou sem circulação!" e nada dos dois me ouvirem.

Lembro-me claramente de a certa "altura" pensar comigo mesmo: "É, acho que aqui já está alto o suficiente, hein?" e continuar a subir e subir... Não parava nunca ! Depois de muuuito tempo paramos e o Rods puxou a cordinha sem nossa contagem chegar ao 3 como havíamos combinado. Não há como descrever. A sensação é uma mistura de medo total com uma descarga de adrenalina que te faz berrar como um louco. Eu nem sabia que podia gritar tanto nem tão alto. MA-RA-VI-LHO-SO !!!



Hadi kali. Este é, para mim, o melhor brinquedo do Hopi Hari. É pago e caro? Sem dúvida, mas vale cada centavo...

The End

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