Terça-feira, Setembro 30, 2003
DIA DE MERDA
Joancelmo era um garoto magricela e cuzão, estava em seu quarto, onde costumeiramente gostava de passar boa parte do tempo jogando em seu computador e divertindo-se ouvindo seus cds de músicas malucas.
Tinha acabado de almoçar e, portanto começava um processo de inevitável digestão em seu estômago modelo saco sem fundo.
Cansou-se de jogar, já sentindo uma indisposição estomacal, e mesmo assim ignorando-a quase que por completo, ligou sua tv e teve a sorte de pegar o programa "O menino pirulito e sua turma" começando. Havia algo de errado com ele, movimentos peristálticos aconteciam em sua barriga e não havia nada que ele pudesse fazer. Um pequeno fantasma feito de fezes saiu de seu orifício retal anunciando então que o trem bosta estava para chegar.
Mesmo assim Joancelmo não deu importância ao fato, entretendo-se com o desenho animado criado pelo renomado artista George Macaco Gomas de Mascar, já se passavam 2 horas desde o início do processo de excreção quando teve um estalo. QUERO CAGAR, É ISSO!! QUERO CAGAR!!!
Imediatamente levantou-se da cama e tentou ir em direção ao banheiro, mas foi surpreendido por uma forte bicada no esfincterólis dada pelo grande e atroz Urubu "Siricutico preto podre" e voltou para a cama. Esperou alguns segundos, e antes que pudesse levantar-se para uma nova tentativa ouviu uma voz vinda das profundezas de seu interior. O trem bosta está vindo .. aaahhhh!!! Ele está vindo!!! Corra!! Tudo o que conseguia pensar naquele momento era: QUERO CAGAR!!!! QUERO CAGAR!!!
Puxou energias de lugares inimagináveis e até grotescos, levantou-se, e num pulo só chegou até a porta do banheiro, que estava magicamente trancada. Ajoelhou-se e gritou desesperadamente por clemência, mas não houve resposta vinda de dentro da porta.
Quanto mais o tempo corria, mais o incansável Urubu bicava o seu pobre esfincterólis. Chutes, pontapés, socos e gritos Joancelmo soltou contra a porta, e a essa altura do campeonato não havia mais tempo para procurar outro lugar para fazer o tão sonhado depósito.
Quase sem condições de andar, o pobre garoto arrastou-se com as pernas bem juntas ate o centro do quarto, abaixou a sua bermuda e cueca já com freadas de bicicleta, e sem mais poder segurar tamanha força desferida pelo urubu no golpe "bicada satânica" rendeu-se colocando apenas suas mãos para receber aquele bolinho quente de chocolate saboroso.
Assim que o ato consumou-se ouviu um estalo na porta do banheiro que se abriu sem que algo ou alguém pudesse fazê-lo.
Ouviu uma risada vinda com um vento repentino...HAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHHAAH....
Segunda-feira, Setembro 29, 2003
TEMPOS DE COLÉGIO
Momentos como o que vou descrever em seguida, podem chocar e até mesmo causar males ao seu equilíbrio emocional. Acalme-se, respire fundo e tome um copo dágua com açúcar de meu deus do céu para ler bem tranqüilo.
Mais um final de semana se passava tranqüilamente, tudo acontecendo de forma harmônica e tranqüila na vida de Ascanio, que estava indo para a casa dos pais de Amerinda, sua namorada. Chegou e estacionou seu carro, um Chevette modelo mil novecentos e meu avô de mini saia na cor burro quando foge, bancos de couro sintético do mais vagabundo e um possante motor com 0.5 pôneis de força.
Ascanio apesar de pobre e mau trapilho, tentava manter o seu padrão almofadistico (escala para medir o quão almofadinha vc é) elevado para impressionar a família da pretendente ao cargo de "mulé" a aceitá-lo.
Chegando no saguão o pobre rapaz chamou o elevador, e... desde quando chamamos um elevador??? ELEVADORRRRR!!!! DESCE AQUIIIIII!!
Já fazia algum tempo que Ascanio estava esperando a caixa de transporte para ir ao andar desejado, ouvia sons vindos da garagem como se fossem seres selvagens disputando a fêmea a socos e pontapés quando um sentimento tênue de medo e insegurança passou a assolá-lo. Não obstante, ele continuava a esperar o maldito elevador.
Pensar em usar a escada nem pensar né, seu filho da puta??!!!! Claro que não, Ascanio era mais um boqueta disfarçado de homem e não queria se cansar e suar para chegar ao segundo andar onde era o apartamento da moça.
Finalmente, quando parecia que o elevador estava se deslocando para o andar térreo, ele realmente chegou. Ascanio abriu a porta e teve a visão que confirmou o seu temor. Sete, eu disse sete homens negros travestidos de mulher com sobrancelhas, cabelos, unhas e etc adornados como vasos egípcios estavam dentro do elevador. Com a porta ainda aberta, refugava toda vez que olhava para o interior do recinto, percebeu o olhar dos rapazes travecos e por extinto fez a pergunta que selaria o seu destino para sempre.
Tem lugar para mais um aí?
Então abriu-se um clarão no meio do elevador e todas as "moças" que lá estavam se abraçaram para dar mais espaço ao jovem projeto de almofadinha de nome Ascanio. Timidamente ele adentrou o caixão gay e a porta se fechou aos poucos dando uma horrível sensação de claustrofobia.
Ascanio era um rapaz tímido e inseguro de si. Com o horror da situação acabou boquetando e deixando o elevador seguir o seu trajeto até o nível aonde os senhores moranguinhos chegariam.
Quando passava pelo terceiro andar, Ascanio percebeu que não só de aparências era feito o seu horror, um cheiro fetido de bodum saido das ventas das moçoilas entrou em seu nariz penetrando os pelinhos que servem como filtro para que as catotas não sejam engolidas.
Instantaneamente começou a sentir um embrulho no estomago que o fazia ter ímpetos de quebrar o local e correr para vomitar. O clima tornou-se tenso, os rapazes olhavam para ele com cara de desejo deixando-o enojado. De repente um deles apertou suas nádegas fazendo Ascanio gritar de susto.
QUE É ISSO HOOOMÊ!!!! TÁ DOIDO É DOIDO??? Dois seguraram ele e outro tascou-lhe um beijo que fez com que o rapaz se lembrasse dos tempos de colégio. Ainda no colegial fazia brincadeiras picantes com seus amigos e se sentia feliz neste saudoso período. Não pode se conter, abraçou a bicha com toda a vontade que pode e dentro do elevador iniciou-se a maior orgia que aquele simples rapaz poderia participar.
Ascanio não chegou ao segundo andar do prédio, não viu mais Amerinda.
Vindo do alto de prédio todos os moradores ouviram um grito que ecoou em seus ouvidos. COMO É BOMMMMM!!!
Sábado, Setembro 27, 2003
CABELO DE MANTEIGA
Existe uma característica muito peculiar nos dias de hoje.
Desde tempos muito longínquos, a humanidade tenta aprimorar sua beleza, cultivando de forma incessante os moldes e padrões que forjam a maneira de se vestir, de andar, de falar e até mesmo de comer.
A conhecida MODA mexe com a cabeça dos mais fracos, levando pessoas comuns de nosso cotidiano a se transformarem em coisas que não são, se materializando através de moldes pré-fabricados, rotulando sua personalidade e modificando sua cultura.
Mesmo as pessoas sabendo de tudo isso, impulsionadas por um desejo fugas, aceitam as regras do jogo e se transformam no próprio manequim de grifes famosas, aceitando ser subjugadas e atropeladas pela força da MODA.
Porém, nós boquetas não sucumbimos a esse tipo de parametrização, apesar de concordarmos que a MODA pastora de forma eficaz a rebeldia das pessoas... Mas isso que foi escrito até agora nada tem haver com o que realmente queremos que seja dito. Pouco nos importamos com o jeito ou lado preferido que as pessoas penteiam os seus cabelos.
O que nos perturba são os cosméticos. Principalmente os que são direcionados aos cabelos.
Aposto que muitos de vocês já reparam nos cabelos que moldam o coro cabeludo das pessoas de Nossa Era. São cabelos lisos, cacheados, pretos, crespos, sebosos, iluminados, tingidos, raspados, vermelhos, lisos de pontas secas, oleosos com raízes crespas... Mas existem os mais temidos e asquerosos: Os cabelos de Manteiga
Geralmente podem ser encontrados nos metros lotados, nos ônibus pinhados e lugares públicos com muitas pessoas aglomeradas.
O que mais nos perturba é que os cabelos de manteiga sempre aparecem em lugares indesejados e antes do seu desjejum. Encontrado na couraça cabeluda das pessoas que possuem o cabelo muito ruim, os cabelos de manteiga são resultado da química de fundo de quintal.
A fim de tornarem o cabelo liso e sedoso, milhares de garotas e até mesmo garotos, recorrem a algum tipo de culto satânico e secreto, onde entregam a alma para alguma entidade do além com a promessa de tornarem o cabelo pixaim na mais bela cabeleira da MODA.
Presumo que o culto seja uma adoração ao deus do Sebo e no clímax da adoração, todos juntos de uma só vez passam 500 gramas de margarina no cabelo, lambuzando a moita crespa.
No dia seguinte a essa orgia macaquiana, o cabelo respinga o sebo mal cheiroso e nós, pobres mortais presos nos grilhões da MODA somos obrigados a sentir o odor fétido da manteiga em decomposição que tornou o cabelo ruim no inverso do pixaim...
Segunda-feira, Setembro 22, 2003
Música do dia
~ Dido - Here With Me ~
Porque escolhi esta música? Bom, porque ela é muito legal, gostosa de ouvir e porque hoje estou romântico... :-)
Que lindo, não? Ouçam, peguem a letra e entenderão porque.
Sexta-feira, Setembro 19, 2003
Musiqueta do dia
Pois é, como já faz algum tempo que ninguém faz nenhum post por aqui resolvi sair da boquetice por alguns minutos e colocar a já tradicional música do dia para o deleite dos 3 visitantes que temos de vez em quando.
~ Madonna - Deeper and Deeper ~
Desta vez, porém, há uma motivo para ter sugerido esta música. Não é só por ela ser legal, mas também uma homenagem à Madonna, uma mulher que, quando boqueta, o faz em particular e muito, muito raramente. Uma homenagem ao não-boquetismo, por assim dizer porque esta mulher é foda. Redefiniu padrões de comportamento e, assim como nós, sempre pregou que as pessoas têm que se virar e dar um jeito de fazer O QUE quiserem e COMO quiserem, sem se render às vontades e/ou desejos alheios. É isso aí gost... quer dizer, lindona !!!
Quarta-feira, Setembro 10, 2003
Se perder é porque boquetou !!!
De vez em quando é melhor não reclamar de nossa boa sorte. Mas só de vez em quando.
Seguindo a recomendação de uma amiga resolvi ir ao cinema com uns amigos assistir ao filme "Secretária" (Secretary, EUA, 2002, Dir.: Steven Shainberg). Notem que estávamos no escuro sem ter a mínima idéia do que se tratava o filme, mas como ela disse ser bom, resolvi dar um tiro no escuro, convencer os boquetas a assistirem e ver o que acontece. Resultado: poucas vezes saí mais satifeito duma sala de cinema, e eles também.
Nada de revolucionário no filme, ao contrário, tem um roteiro simples mas muito bem trabalhado. O que, na minha opinião, o coloca um patamar acima do ótimo é o fato de conseguir surpreeender em sua simplicidade e não ter medo de mostrar as coisas como elas acontecem diariamente, mesmo sendo "bizarras" ou tão estranhas ao nosso mundinho pessoal. O filme é um quebra-cabeça psicológico e emocional que vai se montando lentamente diante de nossos olhos.
Destaque e salva de palmas em pé para o casal protagonista, James Spader e Maggie Gyllenhaal, com atuações realistas e sensíveis sem serem pedantes ou exagerados.
Pouco divulgado é um ótimo filme que, provavelmente, sairá de cartaz em breve mas que merece uma corrida até o cinema mais próximo. Ah, um detalhezinho que esqueci de comentar: foi o filme vencedor do festival de Sundance.
Segunda-feira, Setembro 08, 2003
NOSSA !!!
Estava eu surfando pela internet sem nenhum rumo específico quando lembrei ter este blog junto com meus amiguinhos. Doideira, quase me esqueci dele, tadinho...
Olha, como eu continuo sem nada de interessante para contar como o Geta está fazendo já há algum posts, farei algo mais simples que estava fazendo há alguns meses e parei não sei porque.
Sendo assim aqui vai a música do dia:
~ Moby - I'm not Worried at All ~
Terça-feira, Setembro 02, 2003
GIVE A LITTLE BRAN OF CAKE
(Dando um Farelinho de Bolo)
Talvez com mais uma ou duas passagens da vida de um boqueta vocês venham por fim entender o que é que move a mente doentia e sádica de um ser tão vil e torpe como este. Neste novo relato, voltamos mais uma vez na tenra e inocente infância de Geta.
Cursando a primeira série do primeiro grau, o jovem infante já começa a demonstrar sinais claros de boquetice e começa a chamar a atenção por suas feições de honestidade demasiada.
Já por volta das dez ou onze horas da manhã todas as crianças da escola Eduardo Marques escutavam a sineta de metal que badalava no pátio e, como novilhos a serem pastorados corriam serelepes pelas tímidas e pobres instalações de divertimento que se encontravam instaladas nas dependências da escola.
Depois de aproximadamente 20 minutos, as professoras surgiam no pátio e mais uma vez o balado retumbava metálico pelo ar quente e seco. Crianças domadas se organizavam em filas indianas formando corredores humanos de suor e remela.
Voltando para sala, os jovens alunos ainda podiam se refestelar. Como de costume, as lancheiras e afins eram deixados nas salas de aula e posteriormente, depois do recreio, os infantes poderiam saborear as merendas preparadas pelas mamães...
Como sempre, Geta não tinha muita sorte com relacionamentos sociais e, para facilitar as coisas, se sentava em uma das carteiras da frente e era cercado por dois jovens garotos burros e obscenos. Abrindo sua frasqueira percebeu que sua santificada mãe havia preparado uma guloseima especial e requintada: dispostos de forma uniforme descansavam como em uma bandeja de prata dois pedaços do mais saboroso bolo de chocolate que uma criança pode desejar. Além desta iguaria, uma caixa do maior companheiro de aventuras de todos os tempos, o Toddynho, e um punhado de biscoitinhos de diversa sorte. Um primor!
Assim que abriu o baú de ouro, o perfume que recendeu elevou não só ele, mas também o jovem ignorante que estava sentado do seu lado direito. A fera asquerosa aguçou os olhos miúdos e remelentos na direção do lanche de Geta e enquanto deglutia suas bolachas de maisena, sua coxinha e seu suco de sei lá o que, falou com voz de fuinha: Ei, me dá seu bolo!?
Olhando o bandido juvenil e inconformado com tamanha ousadia, Geta respondeu pacientemente enquando erguia um dos pedaços até seus lábios: Ééé... Não!
Antes de concluir a primeira mordida o jovenzinho questiona: Me dá seu bolo?
Ultrapassando a camada de cobertura que cobria o bolo com seus dentinhos de leite Geta responde: Éééé... Nhão!
E assim foi. Durante dez minutos em que se era realizado o lanche, Geta escutava a mesma questão e encarava os mesmos olhos apertados e espremidos em busca de seu bolo, fazendo-o comer de maneira rápida além de esquecer de beber o Toddynho. Era uma mordida e um ´me dá seu Bolo?`
Por fim, depois de varias investidas sem resultado, Geta começou a guardar seus pertences. Devolveu o Toddynho na lancheira, dobrou o guardanapo, limpou a boca e quando estava para travar o fecho para lacrar o porta lanches escutou:
Me dá o farelo?!
Fazer o que? Eu não ia comer mesmo...
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